11 julho 2006

Sobre os prolongamentos do horário

"(...) No que diz respeito à ocupação de tempos livres e serviço de refeições, as propostas de da FENPROF assentam em três questões essenciais:
1) A resposta social que as famílias necessitam e a que têm direito não pode obedecer a um modelo nacional único, antes de se exigindo a organização de soluções multidisciplinares, social e culturalmente localizadas.
2) A ocupação de tempos livres não pode assumir um carácter escolarizante, antes devendo possuir uma forte componente lúdica e cultural (...).
3) A FENPROF jamais aceitará que aos professores seja solicitada intervenção nestes serviços de resposta às necessidades das famílias, por duas ordens de razões: a) toda a sua atenção e empenhamento devem estar voltadas, nas componentes lectiva e não lectiva do horário, para as actividades curriculares; b) o conteúdo funcional da carreira docente não permite o envolvimento dos professores naquelas actividades de resposta social da escola (...)"

Francisco Almeida, Omeletas sem ovos ou a inutilidade dos prolongamentos de horário, Jornal da Fenprof, nº209, Maio de 2006.



1 comentário:

Que eu seja ceguinha! disse...

Essa ideia limitada daquilo que deve ser um professor e da carreira docente é muito triste. O que é ser professor? Antes de carreiras existirem? Perdeu-se alguma boa vontade e amor aos miudos quando um professor acha que não pode ou não deve ser responsável por um ATL. Fica-se a pensar que um professor é afinal um ser limitado...