17 Dezembro 2009

Seis do Nove

A terra tremeu não porque a partir de hoje o casamento passa a ser um direito para homossexuais, mas porque este blogue celebra seis anos. Não é um terramoto mas é bom estar ligado às oscilações telúricas quando não mesmo à magma do planeta. Parabéns ao assédio, Parabéns ao país.



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13 Dezembro 2009

Flores deste Outono#2





09 Dezembro 2009

Excelentes notícias

Depois de décadas sem destino o Museu de Arte Popular vai deixar de ser um fantasma à beira-rio. O edifício, em vias de classificação, é um notável testemunho da arquitectura modernista portuguesa onde trabalharam e deixaram marca muitos dos artistas desse período. Devolver-lhe a função original é assumir, num mundo cada vez mais mundializado, que o Museu Nacional de Etnologia deixa espaço, e que todo o espaço não será demais, à existência de um Museu vocacionado para a protecção do património popular. Sem os paternalismos e o discurso fascizante do Estado Novo sobre o bom e humilde povo português. Sem, por outro lado, cristalizar num entendimento obsoleto da museologia, mas sim colocar em contacto, e dar novas vidas e novos olhares ao nosso património popular. Há museus que trabalham, de forma notável, esta realidade a nível local (Museu do Trabalho em Setúbal, Museu de Íhavo).
Este anúncio a juntar ao assumir da insuficiência dos 0,3% do orçamento para a Cultura colocam altas -onde se querem- as expectativas na recém-chegada ministra Canavilhas.

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06 Dezembro 2009

SOS Azulejo

Um espaço que sempre idealizei mais ou menos com estas valências tomou forma através do projecto SOS AZULEJO. Aqui, para além de ficarmos a conhecer como proteger e tratar um dos aspectos mais curiosos e interessantes da história da arte portuguesa, ficamos também alertados para os imensos riscos que corre e, encontramos um espaço comum, com interlocutores vários (incluindo a polícia judiciária) para detectar situações de risco e cuidarmos em conjunto do que (nos) é caro. E promovem iniciativas de conhecimento e aprofundamento de conhecimento insubstiuíveis e imperdíveis.

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27 Novembro 2009

O fim da Agenda Cultural de Lisboa?

Na agenda Cultural de Novembro o editorial recomendava-nos que fossemos fazer uma assinatura anual de 15 euros para receber em casa a agenda cultural impressa. Apesar da existência do site não parece justo nem legítimo terminar com o acesso gratuito à informação de divulgação cultural de uma cidade como Lisboa. A Câmara até podia nem investir em mais nada, mas ninguém melhor que ela está no lugar de ser a fonte de reunião e divulgação de tudo quanto acontece por aqui. Sem publicidade obstusa e sem critérios editoriais.

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24 Novembro 2009

Flores deste Outono

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20 Novembro 2009

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12 Novembro 2009

Os braços da Venus de Milo



A rtp 2 passou recentemente um programa de Waldemar Januzczak em três episódios desgarrados (entre e dentro de si) onde o crítico de arte, de forma entusiasta e vibrante, nos conduz, quase sempre sob paisagens deslumbrantes, sobre aquilo que o maravilha e exalta na história da escultura (chegando a incluir nesta categoria construções arquitectónicas da civilização Maia).


No 1º primeiro epiódio propõe-se explicar o êxito ao longo de séculos da escultura conhecida como a Vénus de Milo para concluir que esta escultura desmembrada concentra as características, também presentes nas estatuetas pré-históricas idênticas à Venus of Willendorf, definidoras da fertilidade e portanto essenciais ao ser-mulher. Esta estátua tem um sucesso que permanece ao longo do tempo segundo este crítico prolíxuo, não porque seja uma imagem repetida mil vezes e identificada por todos como o Nascimento de Vénus renascentista em todas as caixas de bom-bons (o ready made e o Wandy Wharhol já não tinham explorado esse fenómeno da massificação associada à imagem, e já outros teóricos não falam do fim da imagem?) mas porque sintetiza aquilo que interessa numa mulher (o seu peito para amamentar e as suas coxas e púbis para procriar). Chega a dizer: não está ali tudo o que interessa numa mulher? Fabrica pequenas réplicas com bracinhos para nos demonstrar que qualquer par de membros na Venus de Milo lhe teria retirado a importância que detém no reconhecimento universal. Talvez a sua teoria não seja de ignorar no que diz respeito à opção em emitir de forma repetida para a comunicação massificada determinadas imagens, que, na força da sua repetição, acabam por impôr-se, universalmente aceites, e transportadoras desses valores (não os que lhe deram origem) mas os que motivaram a sua ampla divulgação.

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06 Novembro 2009

Amantes inconfessos

O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses...
Recebi esta anedota por e-mail. Não deixa de ser curiosa esta ideia dos portugueses como bons amantes. Uma ideia, como alguém referia recentemente, que a própria literatura reclama contantemente. Nesta anedota empurraram-se os franceses para a cozinha para deixar livre o poema e a prestação amorosa aos portugueses. Se um dos defeitos é fácil de adivinhar a suposta qualidade em destaque não revela, para além dos resquícios de marialvismo, a ausência de outras caracterísiticas a salientar?

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02 Novembro 2009

António Sérgio


Obrigada. Pela xfm. Pela Voz, por tanto.
Imagem retirada do Blitz.

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25 Outubro 2009

Flores deste Verão`6