Uma espécie de ficha de leitura#2
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Não sei se existem mais experiências de orçamentos particpados ao nível autárquico. Em Palmela a Presidente tem uma iniciativa a que dá esse nome mas em que, efectivamente, não há valores afectados nem iniciativas concretas que os munícipes possam votar. O que fazem é apenas indicar a área em que gostariam de maior investimento. Saúde, cultura,estradas, transportes, etc. Votei nas duas edições do Orçamento Participativo de Lisboa, não sei qual é o valor de que estamos a falar este ano. No ano anterior foram 5 milhões de euros. E este ano houve aumento da verba? Está conluída a ciclovia, projecto vencedor em 2009?Apreciando as propostas a votação, e foram muitas, há uma sensação confrangedora. Não estamos a votar prioridade nas políticas camarárias nem escolhas políticas mas a votar medidas primárias, como uma escola que concorreu para ter uma cobertura para os alunos não se molharem quando mudam de pavilhão. Como votar não ou sim a uma proposta destas? Se que é para isto que serve um instrumento tão importante como o Orçamento Participativo? Não seria melhor reflectir nesta experiência e pensar noutro tipo de mecanismos e/ou noutro formulário para tornar efectiva a partipação no governo da cidade? Como moradora de uma freguesia interessa-me que aumentem os passeios para poder circular sem ser atropelada mas imagino que essa seja uma pretensão dos restantes fregueses da cidade. Serão eles a ter de se organizar melhor para impor propostas abrangentes e "transversais"? Serão eles a ter de organizar-se em lobbies?
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Gualter Barbas Baptista - activista do GAIA e investigador do ECOMAN - Centro de Economia Ecológica e Gestão do Ambiente – FCT/UNL
José Castro Caldas - CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Luis Francisco Carvalho - ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Manuela Silva - Professora Universitária (aposentada)
Susana Peralta - Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa
Desenvolvido no contexto da Grande Depressão dos anos 30 e da II Guerra Mundial, acompanhando a ascensão da macroeconomia keynesiana, o PIB tornou-se um dos mais conhecidos indicadores económicos. O seu elevado grau de disponibilidade e de comparabilidade, entre países e ao longo do tempo, transformaram o PIB na medida privilegiada do sucesso das economias e das sociedades, em termos do discurso académico, mas também ao nível do debate político e da atenção mediática.
No entanto, há muito que foram sendo notadas as limitações do PIB, quer como medida da produção e do crescimento económico, quer, sobretudo, como indicador de qualidade de vida ou de bem-estar. A discussão sobre as insuficiências do PIB e a necessidade de o substituir ou complementar com outros indicadores tem ganho crescente relevância, tendo merecido a atenção de organizações como a ONU, a União Europeia ou a OCDE – particular destaque merece, neste contexto, a iniciativa do Governo Francês que conduziu à elaboração de um relatório sobre o tema, recentemente publicado, coordenado pelos conhecidos economistas Joseph Stiglitz e Amartya Sen. Neste âmbito, as propostas têm convergido na necessidade de incluir as dimensões da sustentabilidade social e ambiental dos processos económicos, reflectindo a crescente saliência destas questões no debate público.
A discussão sobre o PIB constitui uma oportunidade para reflectir sobre os objectivos que as nossas sociedades, mais ou menos ‘desenvolvidas’, podem e devem prosseguir, bem como sobre os valores que estão subjacentes às escolhas com que nos deparamos. Este é um debate que não pode ficar confinado à dimensão técnica dos ‘especialistas’. A participação alargada da sociedade na definição dos padrões de orientação e avaliação dos caminhos por onde passará o nosso futuro colectivo é, desde logo, uma elementar exigência democrática.
ATTAC abre o debate público em Portugal sobre a medida e os indicadores de desenvolvimento
Há mais vida para além do PIB
Sábado, 16 de Janeiro, 15h30
Biblioteca Museu República e Resistência
R. Alberto Sousa, nº 10A – Bairro do Rêgo [mapa]
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Aldeia de S.Lourenço, imagem retirada de Doggy BlogueEtiquetas: património, planeta

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