Eu não tinha pensado fazer um post sobre a Independência. Mas depois de ter dado a minha voltinha bloguística de ontem, percebi que vai ter que ser. É que tanta espanholice aguda já irrita! Será que as pessoas não pensam no que escrevem, não medem as consequências?
O texto começou como uma resposta a estes rapazes, e tendo crescido muito, decidi publicá-lo cá em casa.
Muitas pessoas olham para Madrid, vêem riqueza e prosperidade, e acham que Lisboa seria, em caso de dependência, uma nova Madrid.
Isso é só falta de capacidade de entendimento e julgamento. Basta ver como lutam ainda hoje os bascos por uma coisa tão simples como falar a sua língua! Parece que as pessoas não se dão conta do que seria ter que dispensar dias, meses, anos da sua vida a lutar para poder falar português (que seria votado ao estatuto de dialectozeco, não esquecer...).
Mais, vale a pena olhar para algumas cidades, nomeadamente no país Basco e na Galiza. São pobres; estão cuidadas, mas apenas dentro das possibilidades. A população, nas ruas, tem um aspecto pobre; raras pessoas andam cheias de sacos de compras das grandes lojas como se vê em Madrid.
E depois, ainda nos sujeitaríamos ao que aconteceu na Galiza quando foi o desastre do Prestige, cada vez que precisássemos do governo central. Durante semanas, já com observadores internacionais nas praias a ver o crude, a filmá-lo e transmiti-lo para o Mundo, o sr. Aznar continuou a dizer que era tudo imaginação e que não desbloqueava nem um cêntimo.
Estes seriam os retratos de Portugal se pertencesse a Espanha. Eles capital já têm e não consta que pudessem ter duas. Lisboa seria apenas mais uma cidadezinha de província, e o resto do país seria a província da cidade provincial.
Portugal está mal, está pobre, mal gerido. Mas a culpa é nossa, dos eleitores e dos cidadãos, tanto quanto o remédio está nas nossas mãos. Em Espanha, os nossos votos contariam 1/5 do total. O futuro do país nunca dependeria de nós. Independentes, somos donos do nosso destino.
Não vale de nada queixarem-se que o país vai de mal a pior, se os eleitores continuam a não votar, ou votar para o manter exactamente nessa rota.
E pertencer a Espanha (ou a qualquer outro país) não seria solução, enquanto as pessoas não perceberem que as eleições fazem parte da cidadania (e até isso parece ser difícil de entender...), mas principalmente, que um cidadão é muito mais do que um eleitor.
O texto começou como uma resposta a estes rapazes, e tendo crescido muito, decidi publicá-lo cá em casa.
Muitas pessoas olham para Madrid, vêem riqueza e prosperidade, e acham que Lisboa seria, em caso de dependência, uma nova Madrid.
Isso é só falta de capacidade de entendimento e julgamento. Basta ver como lutam ainda hoje os bascos por uma coisa tão simples como falar a sua língua! Parece que as pessoas não se dão conta do que seria ter que dispensar dias, meses, anos da sua vida a lutar para poder falar português (que seria votado ao estatuto de dialectozeco, não esquecer...).
Mais, vale a pena olhar para algumas cidades, nomeadamente no país Basco e na Galiza. São pobres; estão cuidadas, mas apenas dentro das possibilidades. A população, nas ruas, tem um aspecto pobre; raras pessoas andam cheias de sacos de compras das grandes lojas como se vê em Madrid.
E depois, ainda nos sujeitaríamos ao que aconteceu na Galiza quando foi o desastre do Prestige, cada vez que precisássemos do governo central. Durante semanas, já com observadores internacionais nas praias a ver o crude, a filmá-lo e transmiti-lo para o Mundo, o sr. Aznar continuou a dizer que era tudo imaginação e que não desbloqueava nem um cêntimo.
Estes seriam os retratos de Portugal se pertencesse a Espanha. Eles capital já têm e não consta que pudessem ter duas. Lisboa seria apenas mais uma cidadezinha de província, e o resto do país seria a província da cidade provincial.
Portugal está mal, está pobre, mal gerido. Mas a culpa é nossa, dos eleitores e dos cidadãos, tanto quanto o remédio está nas nossas mãos. Em Espanha, os nossos votos contariam 1/5 do total. O futuro do país nunca dependeria de nós. Independentes, somos donos do nosso destino.
Não vale de nada queixarem-se que o país vai de mal a pior, se os eleitores continuam a não votar, ou votar para o manter exactamente nessa rota.
E pertencer a Espanha (ou a qualquer outro país) não seria solução, enquanto as pessoas não perceberem que as eleições fazem parte da cidadania (e até isso parece ser difícil de entender...), mas principalmente, que um cidadão é muito mais do que um eleitor.






