12 julho 2004
livro de estilo III
Começou por ser uma tentativa de mudança da cor do fundo, acabou numa cavalgada catastrófica sem retorno. A única hipótese foi escolher novo template. Subestimei outro obstáculo incontornável, a azelhice. Fica por resolver a questão da coluna da direita que volta a ficar no fundo da página e a compreensão amigável dos restantes colaboradores.
livro de estilo II
O livro que o nosso companheiro info-excluído temporariamente trouxe, Blogs dos Paulo Querido e Luís Ene não nos serve rigorosamente para nada no que ao design e funcionalidade do assedio diz respeito. Com dicas e outros manuais será o caminho, pejado de obstáculos a não subestimar como é o caso da paciência.
Deduzo Deco que nas experiências atiraste com a nossa lista de linques para o fundo da página. Foi intencional? As coisas úteis que sugeres serão linques p sites que não blogues? Tipo para a bolsa de Lisboa ou para sítios onde se podem sacar filmes?
Deduzo Deco que nas experiências atiraste com a nossa lista de linques para o fundo da página. Foi intencional? As coisas úteis que sugeres serão linques p sites que não blogues? Tipo para a bolsa de Lisboa ou para sítios onde se podem sacar filmes?
11 julho 2004
direito constitucional
Alguém sabe bem Direito Constitucional?
Pediram-me para confirmar se o seguinte raciocínio está certo:
1 - Nas eleições europeias, debate-se o desempenho do Governo do País
2 - Nas eleições legislativas, escolhe-se o Presidente da Comissão
Europeia
3 - Nas eleições autárquicas, escolhe-se o Primeiro Ministro
É isto, não é?...
Obrigado
Pediram-me para confirmar se o seguinte raciocínio está certo:
1 - Nas eleições europeias, debate-se o desempenho do Governo do País
2 - Nas eleições legislativas, escolhe-se o Presidente da Comissão
Europeia
3 - Nas eleições autárquicas, escolhe-se o Primeiro Ministro
É isto, não é?...
Obrigado
10 julho 2004
Histeria
Esta gente passou-se. Estive a ler o que para aí vai em blogs sobre a decisão do Sampaio, em particular nos blogs da malta que estava à espera de vir para a rua buzinar se a decisão fosse outra. É incrível. Comportam-se em política como (os outros, os outros!!) no futebol. Sacam da bandeira, enchem os pulmões e gritam que isto é uma vergonha, que isto é traição, que uma maioria, um governo e um presidente, blá, blá, blá.
A ninguém ocorre aquilo que, antes de tudo isto começar, era óbvio e entretanto foi esquecido no ambiente de afianço de unhas que se foi produzindo: que o Sampaio ia convidar o PSD a indicar um novo 1º Ministro e que só não o faria se a maioria parlamentar desse sinais de não se aguentar. A história destes quase 15 dias é em grande medida a história das pressões perfeitamente legítimas da esquerda e alguma direita para criar um ambiente político de desgaste à maioria parlamentar que influenciasse a decisão do Sampaio. E de pressões da maioria parlamentar e seus aliados sociais para neutralizar esse ambiente e influenciar o Sampaio em sentido inverso. Esta decisão vem provar que a postura de low-profile da Direcção do Ferro não colheu. Admitindo que o Sampaio era sensível a pressões, ter-se-ia exigido mais tomates na oposição. Que o Ferro agora se demita e que ninguém no PS critique essa decisão é sinal claro que está pessoalmente farto daquilo tudo e que não tinha condições internas para ser 1º ministro em Outubro. E é provável que o Sampaio soubesse disto. Por outro lado, a razão mais forte, mesmo que subliminar, para que o PSd não formasse novo Governo sempre esteve indissociavelmente ligada à figura do Santana. Ora, para além do trabalho de merda em Lisboa e das queixas de algum pessoal da cultura, não vi muito mais em substância que se pudesse atirar à cara do homem quanto a incompetências várias no exercício de cargos públicos. Então, alguém me diz qual era a competência no exercício de funções públicas demonstrada por, por exemplo, o António Guterres antes de ser 1º Ministro? Zero, não é (ele ainda foi qualquer coisa num governo do Soares...)? E não é caso único. Claro que o BE e o PCP insistiram na questão das políticas. Pois, e eu estou de acordo com tudo o que disseram, só que o Sampaio veio do PS, e o PS sempre foi muito competente a protagonizar saídas pela direita e em tratar dos seus interesses muito próprios, que muitas vezes se confundem com os interesses das bolsas, como dizia o Ber algures. A estabilidadezinha. E são como são.
O que também é interessante é ver como tanta gente esperava genuinamente e até cria noutra decisão. É sinal que, no fundo, a ausência de perspectivas, de saídas, à esquerda, está tão presente que a malta se agarra à primeira miragem de poder.
A decisão do Sampaio não me parece politicamente correcta, não gosto dela, mas penso que não se construíram alternativas de poder. E pelo caminho que toma o PS e pelas reacções no BE estou mesmo a ver que elas ainda vão ter de esperar um pouco.
A ninguém ocorre aquilo que, antes de tudo isto começar, era óbvio e entretanto foi esquecido no ambiente de afianço de unhas que se foi produzindo: que o Sampaio ia convidar o PSD a indicar um novo 1º Ministro e que só não o faria se a maioria parlamentar desse sinais de não se aguentar. A história destes quase 15 dias é em grande medida a história das pressões perfeitamente legítimas da esquerda e alguma direita para criar um ambiente político de desgaste à maioria parlamentar que influenciasse a decisão do Sampaio. E de pressões da maioria parlamentar e seus aliados sociais para neutralizar esse ambiente e influenciar o Sampaio em sentido inverso. Esta decisão vem provar que a postura de low-profile da Direcção do Ferro não colheu. Admitindo que o Sampaio era sensível a pressões, ter-se-ia exigido mais tomates na oposição. Que o Ferro agora se demita e que ninguém no PS critique essa decisão é sinal claro que está pessoalmente farto daquilo tudo e que não tinha condições internas para ser 1º ministro em Outubro. E é provável que o Sampaio soubesse disto. Por outro lado, a razão mais forte, mesmo que subliminar, para que o PSd não formasse novo Governo sempre esteve indissociavelmente ligada à figura do Santana. Ora, para além do trabalho de merda em Lisboa e das queixas de algum pessoal da cultura, não vi muito mais em substância que se pudesse atirar à cara do homem quanto a incompetências várias no exercício de cargos públicos. Então, alguém me diz qual era a competência no exercício de funções públicas demonstrada por, por exemplo, o António Guterres antes de ser 1º Ministro? Zero, não é (ele ainda foi qualquer coisa num governo do Soares...)? E não é caso único. Claro que o BE e o PCP insistiram na questão das políticas. Pois, e eu estou de acordo com tudo o que disseram, só que o Sampaio veio do PS, e o PS sempre foi muito competente a protagonizar saídas pela direita e em tratar dos seus interesses muito próprios, que muitas vezes se confundem com os interesses das bolsas, como dizia o Ber algures. A estabilidadezinha. E são como são.
O que também é interessante é ver como tanta gente esperava genuinamente e até cria noutra decisão. É sinal que, no fundo, a ausência de perspectivas, de saídas, à esquerda, está tão presente que a malta se agarra à primeira miragem de poder.
A decisão do Sampaio não me parece politicamente correcta, não gosto dela, mas penso que não se construíram alternativas de poder. E pelo caminho que toma o PS e pelas reacções no BE estou mesmo a ver que elas ainda vão ter de esperar um pouco.
Santanices
O camarada Ricardo no seu blog veio ironizar sobre o nosso futuro Premier sobre um discurso que me tem irritado ao longo destes dias. Postei assim:
É bom saber que estamos de acordo. Ainda me há-de alguém explicar porque é que o homem não há-de dar e participar nas festas que quiser e porque é que alguns gajos da esquerda portuguesa, da esquerda que não gosta de ser chamada de esquerda e das outras esquerdas todas e da direita portuguesa que não gosta de santana acham politicamente reprovável que um gajo goste de festas e da noite? Melhor ainda, que goste de ser fotografado para as revistas do "social"? E que use isso para se promover politicamente? Ou são tão beatos que acham moralmente reprovável? Esta malta que é, ela sim, das elites bem pensantes, acha que o funil de acesso ao poder também deve incluir um filtro de "bons costumes". E depois define-os a partir dos seus, com uma grande dose de hipocrisia. É fixe o Miguel Portas distribuir mortalhas para enrolar charros no Bairro Alto para aparecer no Público, mas não é fixe o Santana ir à Kapital beber uns uísques para aparecer na Lux. O senso-comum que guia esses comentários é mesmo muito forte. Qual é a diferença de conteúdo entre o discurso do velho que manda os estudantes trabalhar, que só querem beber cerveja em vez de estudar e por isso devem pagar as propinas todas e o mais que houvesse e o cidadão "engagé" que critica o estouvado do Santana, que gosta é de gajas e de festas e por isso não tem perfil para os altos cargos do Estado?
É bom saber que estamos de acordo. Ainda me há-de alguém explicar porque é que o homem não há-de dar e participar nas festas que quiser e porque é que alguns gajos da esquerda portuguesa, da esquerda que não gosta de ser chamada de esquerda e das outras esquerdas todas e da direita portuguesa que não gosta de santana acham politicamente reprovável que um gajo goste de festas e da noite? Melhor ainda, que goste de ser fotografado para as revistas do "social"? E que use isso para se promover politicamente? Ou são tão beatos que acham moralmente reprovável? Esta malta que é, ela sim, das elites bem pensantes, acha que o funil de acesso ao poder também deve incluir um filtro de "bons costumes". E depois define-os a partir dos seus, com uma grande dose de hipocrisia. É fixe o Miguel Portas distribuir mortalhas para enrolar charros no Bairro Alto para aparecer no Público, mas não é fixe o Santana ir à Kapital beber uns uísques para aparecer na Lux. O senso-comum que guia esses comentários é mesmo muito forte. Qual é a diferença de conteúdo entre o discurso do velho que manda os estudantes trabalhar, que só querem beber cerveja em vez de estudar e por isso devem pagar as propinas todas e o mais que houvesse e o cidadão "engagé" que critica o estouvado do Santana, que gosta é de gajas e de festas e por isso não tem perfil para os altos cargos do Estado?
09 julho 2004
Vamos dar a volta a isto!
Camaradas,
vamos dar a volta a isto?
um grafismo fixe?
textos todos os dias?
dar conteúdo aos perfis?
acrescentar coisas úteis?
eu tentei mas não posso, tem que ser algum burocrata instalado a fazê-lo.
Rui, que tal pores o livro que gamaste na feira do livro a render?
o Sampaio está aqui, está ali, está a convocar eleições antecipadas. Já que o homem finalmente se desembrulhou, o que é que nos segura?
vamos dar a volta a isto?
um grafismo fixe?
textos todos os dias?
dar conteúdo aos perfis?
acrescentar coisas úteis?
eu tentei mas não posso, tem que ser algum burocrata instalado a fazê-lo.
Rui, que tal pores o livro que gamaste na feira do livro a render?
o Sampaio está aqui, está ali, está a convocar eleições antecipadas. Já que o homem finalmente se desembrulhou, o que é que nos segura?
A Fábrica Nacional de Ar Condicionado
Gostei do post sobre a FNAC. Ainda hoje passei na do Chiado, num daqueles fins de tarde de pura vadiagem. Folhei as novidades entre a livraria internacional e a secção de ciências sociais, passei à BD e misturei-me com as crianças de todas as idades que por lá andavam, avancei para os Cds onde me sorriram algumas coisas do Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo e Amália por tuta e meia (5 Euro!!!), passei ao século XVI com uns headphones chungosos na cabeça, acabei no bar a curtir um concerto dos Bullet, que é o nome internacionalizado dos ex Balla. Depois bazei. Além de prestar estes serviços todos à borla, a FNAC ainda faz campanhas pela redução de preços nos CDs como discurso assumido de apelo ao consumo cultural. E isso é bom.
O meu pai foi assalariado da FNAC em Moçambique. A FNAC era uma das empresas com melhor saúde publicitária em Portugal. Uns anos depois o grupo FNAC faliu, o camarada Alexandre Alves e outros gestores meteram não sei quanto ao bolso e passaram-se para outro lado qualquer, o nosso ar condicionado passou a vir do Japão e o lince da Malcata voltou à clandestinidade do Parque Natural à espera do juízo final.
Era a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, sita à Av. Ceuta.
O meu pai foi assalariado da FNAC em Moçambique. A FNAC era uma das empresas com melhor saúde publicitária em Portugal. Uns anos depois o grupo FNAC faliu, o camarada Alexandre Alves e outros gestores meteram não sei quanto ao bolso e passaram-se para outro lado qualquer, o nosso ar condicionado passou a vir do Japão e o lince da Malcata voltou à clandestinidade do Parque Natural à espera do juízo final.
Era a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, sita à Av. Ceuta.
06 julho 2004
Fnac desde 1998, 7 lojas
A Fnac começou por ser uma cooperativa que tinha por fim lutar contra os lobbies.
Em 1954, dois amigos trostkistas e ex-combatentes da guerra de Espanha, André Essel e Max Théret, descontentes com as elevadas margens de lucro obtidas pelos vendedores a retalho, decidem criar uma associação que defendesse o consumidor final. Nasce assim a Féderation Nationale d`Achat des Cadres (FNAC), uma espécie de clube de compradores que oferecia aos fabricantes garantias de compras em grande escala em troca de descontos. Rapidamente, mais de 50 lojas aderem à FNAC. Os seus fundadores mudam, no entanto, de ideias e abrem uma loja própria (...)
Facturação em Portugal em milhões de euros: 2001-130, 2002-157, 2003-180
in Sábado nº7
Em 1954, dois amigos trostkistas e ex-combatentes da guerra de Espanha, André Essel e Max Théret, descontentes com as elevadas margens de lucro obtidas pelos vendedores a retalho, decidem criar uma associação que defendesse o consumidor final. Nasce assim a Féderation Nationale d`Achat des Cadres (FNAC), uma espécie de clube de compradores que oferecia aos fabricantes garantias de compras em grande escala em troca de descontos. Rapidamente, mais de 50 lojas aderem à FNAC. Os seus fundadores mudam, no entanto, de ideias e abrem uma loja própria (...)
Facturação em Portugal em milhões de euros: 2001-130, 2002-157, 2003-180
in Sábado nº7
02 julho 2004
Brando
Eléctrico Chamado Desejo
Há lodo no cais
29 junho 2004
bandeiras
Querem ver que sim, que as vitórias futebolísticas aumentam mesmo a auto-estima acional?
Que melhor auto-estima não era mandar este governo para a rua?
Anunciar uma eventual candiatura de Santana Lopes à presidência da República para lhe conferir a tarimba presidenciável, o currículo que não tem. Sofrer uma tremenda derrota nas eleições para o parlamento europeu e fazer o discurso de que o pior já passou. Ter o país na bancarrota e saber que vão perder as próximas legislativas. Dois coelhos numa só cajadada, ocupar o cargo mais alto nas Instiuições da UE e garantir com uma operaçao de remodelação total de governo uma campanha furiosa nos próximos dois anos de legislatura. Entretanto, Sampaio em fim de mandato não poderá no seu último semestre dissolver a AR nem tão pouco o seu sucessor no primeiro, independentemente das crises políticas que se adivinham.
26 junho 2004
Paulo Sousa
Paulo Sousa foi o melhor trinco português das duas últimas décadas (do resto não falo porque não conheço). Um mestre na ocupação do espaço, no roubo de bola, no lançamento da primeira bola para os contra-ataques, um pé direito...um portento físico. Eu sempre admirei Paulo Sousa. Revelou em várias entrevistas que, se não fosse jogador de futebol, um sonho o guiava, o magistério primário numa aldeia serrana, sem dúvida em homenagem a uma infância feliz passada entre penedos e estevas. É neste bucolismo primordial que se devem buscar as causas do vulgar erro gramatical e também numa vida passada a defender vários emblemas entre a Itália, a Alemanha e a Grécia. Camarada J., vai passear por esse Portugal e diz-me quantos jogadores de futebol profissionais encontras com as aptidões linguísticas exigíveis ao jovem licenciado urbano que tenham feito a escolaridade obrigatória (se assumir-mos que a escola daria conta do recado, o que é mais que duvidoso). Paulo Sousa é autêntico. Paulo Sousa é povo na televisão, comentando futebol com sabedoria como nenhum intelectual o faria. Eu continuo a admirar Paulo Sousa.
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