19 novembro 2005
17 novembro 2005
Tragicomédia à la française (de segunda geração)
Se a censura não fosse um caso sério, esta era de rir "a bandeiras despregadas".
A sra. Cecília Sarkozy, ex-mulher do ministro Sarko em processo de divórcio, ía ver publicado um livro sobre ela e a relação com o ex-marido.
O ex-marido não gostou desta coisa da liberdade de expressão e proibiu a edição. Mas como legalmente não o pode fazer, usou a ameaça chantagista com o editor do livro.
Pode até parecer um caso de família. Mas não é, por diversas razões. A censura de um livro é um assunto público, seja lá que livro fôr. O dito cujo é ministro, e foi esta sua posição que permitiu a censura. E o que um ministro faz enquanto ministro, é assunto público. E porque a violência familiar, física ou psicológica, é crime público.
E para rematar, a partir de hoje os meus posts sobre este assunto têm uma frase final, que é uma das que mais se ouviu no Bd. St. Michel ontem ao fim da tarde (versão soft, a outra seria descer ao nível dele):
Sarkozy t'as oublié, tes parents sont étrangers!
A sra. Cecília Sarkozy, ex-mulher do ministro Sarko em processo de divórcio, ía ver publicado um livro sobre ela e a relação com o ex-marido.
O ex-marido não gostou desta coisa da liberdade de expressão e proibiu a edição. Mas como legalmente não o pode fazer, usou a ameaça chantagista com o editor do livro.
Pode até parecer um caso de família. Mas não é, por diversas razões. A censura de um livro é um assunto público, seja lá que livro fôr. O dito cujo é ministro, e foi esta sua posição que permitiu a censura. E o que um ministro faz enquanto ministro, é assunto público. E porque a violência familiar, física ou psicológica, é crime público.
E para rematar, a partir de hoje os meus posts sobre este assunto têm uma frase final, que é uma das que mais se ouviu no Bd. St. Michel ontem ao fim da tarde (versão soft, a outra seria descer ao nível dele):
Sarkozy t'as oublié, tes parents sont étrangers!
16 novembro 2005
A gente a pensar que eles estavam a mentir...
...e afinal sempre havia armas de destruição maciça no Iraque.
Conseguiram ser piores do que o pior que pudesse imaginar. Sempre quis crer que eles iam levar armas para as "plantar" e "descobrir" como grandes troféus da sua "verdade suprema". Nunca pensei que as usassem mesmo, nas barbas do Mundo inteiro.
15 novembro 2005
Pérolas
De um tipo que não se pode "dar ao luxo" de perder as Presidenciais de 2007, porque nesse caso, com as eleições vai também a imunidade. Sem imunidade, lá tem a tal da "République" e as tais "règles" à perna.
Do discurso de hoje:
"La justice est saisie : elle fera toute la lumière, elle sera sans faiblesse."
Isto é, para quem não tem imunidade...
"Ceux qui s'attaquent aux biens et aux personnes doivent savoir qu'en République on ne viole pas la loi sans être appréhendé, poursuivi et sanctionné."
Lá está a tal da "République"...
"Quand on appartient à notre communauté nationale, on en respecte les règles."
E quando somos presidentes dessa comunidade, como é?
"L'autorité parentale est capitale. Les familles doivent prendre toute leur responsabilité. Celles qui s'y refusent doivent être sanctionnées, comme la loi le prévoit."
Sempre gostava de saber, entre 12 ou 13h de trabalho por dia, mais 2 ou 3 h de transportes para poder comer... de quem é que é a negligência?!
"Il faut renforcer la lutte contre l'immigration irrégulière et les trafics qu'elle génère."
Irra, que é burro: SÃO FRANCESES QUE VIVEM EM FRANÇA!!!!! Ou vai mandá-los todos para morrer no deserto marroquino como manda os seus soldados fazer em Melilla?
"Il faut intensifier l'action contre les filières de travail clandestin, cette forme moderne de l'esclavage."
Até que enfim alguma coisa inteligente! Só que isto já a gente ouve há décadas e ainda nada...
"Mais l'adhésion à la loi et aux valeurs de la République passe nécessairement par la justice, la fraternité, la générosité. C'est ce qui fait que l'on appartient à une communauté nationale."
Portanto ele não sendo generoso nem fraternal, e ainda menos justo, exclui-se da comunidade. É isso?
"Et je veux dire aux enfants des quartiers difficiles, quelles que soient leurs origines, qu'ils sont tous les filles et les fils de la République."
Pois, dizer é muito bom. Aliás, eles estão fartos de ouvir. E ouvir, ouvir ainda mais. Agora querem ver.
" Nous ne construirons rien de durable sans le respect. Nous ne construirons rien de durable si nous laissons monter, d'où qu'ils viennent, le racisme, l'intolérance, l'injure, l'outrage."
Que lindo... quem não souber o que se passa no terreno, até pode achar que é um bom discurso.
E já que sabe isto, e é em última análise o adulto mais responsavél da nação, que tal dar o exemplo e começar ele por ter respeito em vez de racismo?
Quanto às medidas prometidas, a ver vamos. Estas promessas, e até outras bem mais corajosas já foram feitas dezenas de vezes. Nenhuma foi cumprida até agora. E não adianta fazer promessas com uma mão e ameaças com a outra. É jogo sujo, não vale.
" Et j'invite les chefs des partis politiques à prendre leur part de responsabilité : les élus, la représentation nationale doivent eux aussi refléter la diversité de la France. C'est une exigence pour faire vivre notre démocratie."
Com que então a repressão é implacável, mas para os partidos políticos, os meios de comunicação e o MEDEF é só doçuras. É, quem se lixa é sempre o mexilhão. Reparem: "Convido"... que lindo, que romântico!
Que besta!
Do discurso de hoje:
"La justice est saisie : elle fera toute la lumière, elle sera sans faiblesse."
Isto é, para quem não tem imunidade...
"Ceux qui s'attaquent aux biens et aux personnes doivent savoir qu'en République on ne viole pas la loi sans être appréhendé, poursuivi et sanctionné."
Lá está a tal da "République"...
"Quand on appartient à notre communauté nationale, on en respecte les règles."
E quando somos presidentes dessa comunidade, como é?
"L'autorité parentale est capitale. Les familles doivent prendre toute leur responsabilité. Celles qui s'y refusent doivent être sanctionnées, comme la loi le prévoit."
Sempre gostava de saber, entre 12 ou 13h de trabalho por dia, mais 2 ou 3 h de transportes para poder comer... de quem é que é a negligência?!
"Il faut renforcer la lutte contre l'immigration irrégulière et les trafics qu'elle génère."
Irra, que é burro: SÃO FRANCESES QUE VIVEM EM FRANÇA!!!!! Ou vai mandá-los todos para morrer no deserto marroquino como manda os seus soldados fazer em Melilla?
"Il faut intensifier l'action contre les filières de travail clandestin, cette forme moderne de l'esclavage."
Até que enfim alguma coisa inteligente! Só que isto já a gente ouve há décadas e ainda nada...
"Mais l'adhésion à la loi et aux valeurs de la République passe nécessairement par la justice, la fraternité, la générosité. C'est ce qui fait que l'on appartient à une communauté nationale."
Portanto ele não sendo generoso nem fraternal, e ainda menos justo, exclui-se da comunidade. É isso?
"Et je veux dire aux enfants des quartiers difficiles, quelles que soient leurs origines, qu'ils sont tous les filles et les fils de la République."
Pois, dizer é muito bom. Aliás, eles estão fartos de ouvir. E ouvir, ouvir ainda mais. Agora querem ver.
" Nous ne construirons rien de durable sans le respect. Nous ne construirons rien de durable si nous laissons monter, d'où qu'ils viennent, le racisme, l'intolérance, l'injure, l'outrage."
Que lindo... quem não souber o que se passa no terreno, até pode achar que é um bom discurso.
E já que sabe isto, e é em última análise o adulto mais responsavél da nação, que tal dar o exemplo e começar ele por ter respeito em vez de racismo?
Quanto às medidas prometidas, a ver vamos. Estas promessas, e até outras bem mais corajosas já foram feitas dezenas de vezes. Nenhuma foi cumprida até agora. E não adianta fazer promessas com uma mão e ameaças com a outra. É jogo sujo, não vale.
" Et j'invite les chefs des partis politiques à prendre leur part de responsabilité : les élus, la représentation nationale doivent eux aussi refléter la diversité de la France. C'est une exigence pour faire vivre notre démocratie."
Com que então a repressão é implacável, mas para os partidos políticos, os meios de comunicação e o MEDEF é só doçuras. É, quem se lixa é sempre o mexilhão. Reparem: "Convido"... que lindo, que romântico!
Que besta!
14 novembro 2005
Sarkolazarysme 2
Novo dia útil, novas notícias do governo francês, secundado pela maioria dos media e dos súbditos. Como já aqui disse, o criminoso não descansa nem um dia.
1- as medidas securitárias de quase estado de sítio vão continuar por mais três meses. Na rádio, apenas o presidente de Câmara de Lyon (PS) contesta. Resta lembrar que os últimos grandes distúrbios foram exactamente na place Bellecour em pleno centro de Lyon. Esta lei tem que passar pela Assembleia nacional e pelo Senado, mas dadas as maiorias de direita, isto não é mais do que um pro-forma.
2- é grande a preocupação sobre a imagem negativa que os media estrangeiros estão a passar por todo o Mundo. Foram dadas ordens aos embaixadores franceses para desfazer esse "equívoco", fazendo passar uma imagem de perfeita ordem. Cheira a censura. Tresanda.
Ontem na rádio uma reportagem falava com um francês radicado nos arredores do Porto, que tenta em vão restabelecer a "verdade" sobre os acontecimentos de Paris junto dos seus amigos portugueses. Coitado, não sabe que os seus amigos portugueses, em especial naquela zona do país, sabem na pele como é ser imigrante em França.
3- vão cortar as "aides sociales" às famílias dos implicados nos distúrbios. Ou seja, Rendimento Mínimo Garantido, subsídios de desemprego, etc. Vamos portanto ter fome em plena Île-de-France. Os jornalistas devem ter tido tanta vergonha, que deram a notícia uma vez e nunca mais a repetiram. Na minha volta pelos principais jornais franceses, nem uma palavra. Mas eu ouvi, garanto que ouvi! O argumento do criminoso mor do país, estes pais são co-responsáveis pelos actos dos filhos, por não terem tomado conta deles.
Importa salientar que nas famílias com mais sorte, os pais têm dois empregos (num total de 12 ou 13 horas) cada um para poderem ter comida 30 dias por mês. Outros não têm mais do que o desemprego. Os passes de transporte para as zonas de residência destes bairros custam 68,1€ ou 84,4€ (consoante se respeitam às coroas 3 ou 4). Os tempos de transporte por dia ronda as duas ou três horas.
Só mesmo um grande criminoso retira a última côdea de uma família sem nada.
O apoio ao criminoso cresce de dia para dia. As sondagens dão-lhe cada vez mais carta branca para agir como lhe aprouver. A Assembleia Nacional e o Senado não são mais do que fantoches. A população apoia o crime e torna-se cúmplice. Instalou-se definitivamente no vocabulário dos franceses a diferença entre "français de souche" e "français d'origine maghrébine". Eles dizem que têm um modelo muito diferente do estado-unidense (e não americano; não consta que seja assim no resto da América). Mas alguém me explica a diferença entre isto e as designações "african-american", "native-american", "asian-american", "latin-american", etc?
É irónico, muito irónico, que na França das comemorações dos 60 anos da libertação e do fim do nazismo, a mesmíssima população apoie este apartheid e participe dele activamente nas "pequenas" discriminações monstruosas do dia-a-dia.
Mais uma questão: ONDE ANDA A ATTAC FRANCE nesta querela? Além de um comunicado de meia-dúzia de linhas no site, nada! Nem sequer se juntaram ao apelo da LDH (Liga dos Direitos Humanos), do MRAP e da LCR para uma manifestação no sábado passado!
1- as medidas securitárias de quase estado de sítio vão continuar por mais três meses. Na rádio, apenas o presidente de Câmara de Lyon (PS) contesta. Resta lembrar que os últimos grandes distúrbios foram exactamente na place Bellecour em pleno centro de Lyon. Esta lei tem que passar pela Assembleia nacional e pelo Senado, mas dadas as maiorias de direita, isto não é mais do que um pro-forma.
2- é grande a preocupação sobre a imagem negativa que os media estrangeiros estão a passar por todo o Mundo. Foram dadas ordens aos embaixadores franceses para desfazer esse "equívoco", fazendo passar uma imagem de perfeita ordem. Cheira a censura. Tresanda.
Ontem na rádio uma reportagem falava com um francês radicado nos arredores do Porto, que tenta em vão restabelecer a "verdade" sobre os acontecimentos de Paris junto dos seus amigos portugueses. Coitado, não sabe que os seus amigos portugueses, em especial naquela zona do país, sabem na pele como é ser imigrante em França.
3- vão cortar as "aides sociales" às famílias dos implicados nos distúrbios. Ou seja, Rendimento Mínimo Garantido, subsídios de desemprego, etc. Vamos portanto ter fome em plena Île-de-France. Os jornalistas devem ter tido tanta vergonha, que deram a notícia uma vez e nunca mais a repetiram. Na minha volta pelos principais jornais franceses, nem uma palavra. Mas eu ouvi, garanto que ouvi! O argumento do criminoso mor do país, estes pais são co-responsáveis pelos actos dos filhos, por não terem tomado conta deles.
Importa salientar que nas famílias com mais sorte, os pais têm dois empregos (num total de 12 ou 13 horas) cada um para poderem ter comida 30 dias por mês. Outros não têm mais do que o desemprego. Os passes de transporte para as zonas de residência destes bairros custam 68,1€ ou 84,4€ (consoante se respeitam às coroas 3 ou 4). Os tempos de transporte por dia ronda as duas ou três horas.
Só mesmo um grande criminoso retira a última côdea de uma família sem nada.
O apoio ao criminoso cresce de dia para dia. As sondagens dão-lhe cada vez mais carta branca para agir como lhe aprouver. A Assembleia Nacional e o Senado não são mais do que fantoches. A população apoia o crime e torna-se cúmplice. Instalou-se definitivamente no vocabulário dos franceses a diferença entre "français de souche" e "français d'origine maghrébine". Eles dizem que têm um modelo muito diferente do estado-unidense (e não americano; não consta que seja assim no resto da América). Mas alguém me explica a diferença entre isto e as designações "african-american", "native-american", "asian-american", "latin-american", etc?
É irónico, muito irónico, que na França das comemorações dos 60 anos da libertação e do fim do nazismo, a mesmíssima população apoie este apartheid e participe dele activamente nas "pequenas" discriminações monstruosas do dia-a-dia.
Mais uma questão: ONDE ANDA A ATTAC FRANCE nesta querela? Além de um comunicado de meia-dúzia de linhas no site, nada! Nem sequer se juntaram ao apelo da LDH (Liga dos Direitos Humanos), do MRAP e da LCR para uma manifestação no sábado passado!
13 novembro 2005
12 novembro 2005
Fátima
Não é exactamente sobre a procissão de hoje em Lisboa que quero falar. Sinceramente, é-me indiferente.
O que me incomoda é que se juntem milhares e milhares para procissões, para peregrinações tão sofridas, para jogos de futebol, e até para gastar rios de dinheiro a acompanhar equipas de futebol ao estrangeiro, mas não sejam capazas de se juntar para resolver os problemas da vida que têm. Porque é que tanta gente age como se as duas coisas fossem incompatíveis? Como se o Deus em que acreditam quisesse que continuem cada vez mais miseráveis, ou então pedem-lhe que resolva os problemas que têm que ser as pessoas a resolver.
Se o mesmo número de pessoas que hoje encheram as ruas de Lisboa e os estádios do país se juntassem de hoje a uma semana para exigir os salários dignos, o governo tinha mesmo que se mexer.
O que me incomoda é que se juntem milhares e milhares para procissões, para peregrinações tão sofridas, para jogos de futebol, e até para gastar rios de dinheiro a acompanhar equipas de futebol ao estrangeiro, mas não sejam capazas de se juntar para resolver os problemas da vida que têm. Porque é que tanta gente age como se as duas coisas fossem incompatíveis? Como se o Deus em que acreditam quisesse que continuem cada vez mais miseráveis, ou então pedem-lhe que resolva os problemas que têm que ser as pessoas a resolver.
Se o mesmo número de pessoas que hoje encheram as ruas de Lisboa e os estádios do país se juntassem de hoje a uma semana para exigir os salários dignos, o governo tinha mesmo que se mexer.
11 novembro 2005
SARKOLAZARYSMO
"Governo francês proíbe concentrações em Paris no fim-de-semana
11.11.2005 - 16h43 AFP
Entre as 10h00 de sábado e as 08h00 de domingo estão proibidas todas as concentrações de pessoas em Paris, anunciaram hoje as autoridades francesas."
TODAS as concentrações? De mais de quantos? E vão prender os parisienses e turistas que passeiem em grupo, onde?
Além de demagógica porque obviamente impraticável na cidade mais turística do mundo, esta medida é perigosa. E com novas decisões securitárias TODOS OS DIAS, onde vamos parar?
Mais uma medida, mais um dia: a vontade de resolver verdadeiramente os problemas (e a subsequente violência) está cada vez mais longe. Com este governo e este rumo, receio bem que a guerra aberta e generalizada não estará longe. Ainda bem que os franco-franceses os apoiam. Não poderão ser acusados de ter agido contra a vontade do povo.
Nota: se eu desaparecer por muito tempo, não estranhem. Os bloggers franceses já começaram a ser presos e julgados. Isto da liberdade de expressão era bom demais para ser verdade!
11.11.2005 - 16h43 AFP
Entre as 10h00 de sábado e as 08h00 de domingo estão proibidas todas as concentrações de pessoas em Paris, anunciaram hoje as autoridades francesas."
TODAS as concentrações? De mais de quantos? E vão prender os parisienses e turistas que passeiem em grupo, onde?
Além de demagógica porque obviamente impraticável na cidade mais turística do mundo, esta medida é perigosa. E com novas decisões securitárias TODOS OS DIAS, onde vamos parar?
Mais uma medida, mais um dia: a vontade de resolver verdadeiramente os problemas (e a subsequente violência) está cada vez mais longe. Com este governo e este rumo, receio bem que a guerra aberta e generalizada não estará longe. Ainda bem que os franco-franceses os apoiam. Não poderão ser acusados de ter agido contra a vontade do povo.
Nota: se eu desaparecer por muito tempo, não estranhem. Os bloggers franceses já começaram a ser presos e julgados. Isto da liberdade de expressão era bom demais para ser verdade!
10 novembro 2005
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