23 dezembro 2008

1º Orçamento Participativo

No seguimento do seu registo no site do Orçamento Participativo de Lisboa, é com muito agrado que lhe enviamos a informação em anexo sobre os cinco projectos vencedores, que, conforme compromisso assumido pela Câmara Municipal de Lisboa, já se encontram incluídos na proposta de Orçamento e Plano Anual de Actividades para 2009, a ser submetida a discussão e aprovação pela Assembleia Municipal.
Informamos igualmente que no site do OP já se encontra disponível um Relatório Intercalar, com a análise preliminar deste processo.Porque a sua opinião é muito importante para nós, no início do ano iremos enviar-lhe um Inquérito de Avaliação do Orçamento Participativo, no qual gostaríamos de contar com a sua participação.Com o seu contributo, a Câmara Municipal de Lisboa poderá melhorar este processo para corresponder às verdadeiras aspirações e necessidades da sua população.





244 votos
Construção de Pistas Cicláveis
E.P.E.V.
Tem por objectivo dotar a cidade de pistas cicláveis
que garantam a segurança do ciclista. Inserido no
programa em curso dos percursos e corredores,
pretende-se criar uma rede principal de pistas
cicláveis que ligam espaços verdes e se
sobrepõem ao Plano Verde. Parte desta rede tem
financiamento assegurado e parte não será
custeado com o orçamento de 2009 ao qual se
refere esta consulta pública. Propõe-se assim que
sejam votados apenas percursos complementares
ao que está em curso, com aplicabilidade em 2009.
2.680.176 €



Parque Monsanto -Av. Calouste Gulbenkian
60.176 €
Av. Calouste Gulbenkian-Pq Eduardo VII
650.000 €
Av. Calouste Gulbenkian-Praça de Espanha
120.000 €
Pista Ribeirinha Belém - Cais do Sodré
325.000 €
Telheiras - Campo Grande (via Cida. Uni)
350.000 €
Campo Grande - Vale de Chelas
550.000 €
Vale de Chelas - Parque dasNações
625.000 €

125 votos
Parque Urbano do Rio Seco
E.P.E.V.

Implementação deste espaço verde de
enquadramento à escarpa rochosa da R. Eduardo
Bairrada. Irá dar continuidade ao já existente,
envolvente ao campo de jogos, também na
Rua Eduardo Bairrada, e construir o futuro Parque
Urbano do rio Seco. Esta proposta é constituída
pela construção de uma zona verde de
enquadramento paisagístico do geomonumento e a
recuperação da gruta para a constituição de núcleo
arqueológico. O interior da gruta será iluminado e a
sua entrada vedada, e o pavimento igual ao do
exterior, em redor da gruta. A gruta funcionará
como cenário para quem passa ou está no espaço
verde. A zona verde principal é estruturada por um
percurso principal, que divide esta àrea em duas
grandes zonas relvadas, e termina numa parede de
escalada. A zona adjacente à escarpa tem
instalada uma estrutura de corda para trepar,
situada numa àrea circular, pavimentada com seixo rolado.
600.000 €

120
Acessibilidades para Bicicletas
I.V.T.E.
Intervenção em arruamentos para melhorar a
acessibilidade/circulação de bicicletas.
500.000 €

103 votos
Criação de um Espaço Verde e Parque Infantil -Quinta de Barros
E.P.E.V.
no espaço delimitado pelas ruas Joaquim Rocha Cabral, Frei Joaquim, Santa Rosa
Viterbo e Azinhaga dos Barros.
350.000 €

100
Corredor Verde: Parque EduardoVII - Monsanto E.P.E.V.
1.000.000€

22 dezembro 2008

A escola e a economia

Os gatos saíram do saco e ninguém os vai conseguir meter lá outra vez. Os professores portugueses politizaram-se e ninguém os vai despolitizar. Perceberam que estão frente a frente duas concepções de escolas incompatíveis nos seus pressupostos, na sua concepção do humano e acima de tudo nos interesses que servem. De um lado, aquilo que apareceu referido nos cartazes como a Escola Pública e a que os nossos colegas franceses chamam, talvez com mais propriedade, a Escola Republicana, que se define pelo acesso de todos ao melhor que a nossa civilização oferece. Do outro lado, o inimigo: a escola tecno-burocrata, para a qual não há «civilizações», mas sim «economias», e cujo projecto consiste em ensinar uma pequena elite económica, ficando reservado a todos os outros aquilo a que Maria de Lurdes Rodrigues chama «qualificação".
José Luís Sarmento em Escola Pública ou Escola Republicana?

16 dezembro 2008


Os bancos, apesar de todas as garantias dos governos europeus e norte-americano, mantêm a mesma sanha de ganância que nos trouxe até aqui. Com a descida das taxas de juro -para contrariar recessão e inflação - aumentam a sua taxa de lucro sobre o crédito -spread. Afinal que tem a ver a crise financeira com a alteração dos códigos de trabalho e dos sistemas de segurança social na Europa? Porque começamos o novo século e o novo milénio a ter de trabalhar mais e com menos direitos que duas gerações antes da nossa?

Não é de outra coisa a não ser de nós que se alimentam as roletas. Também alimentamos quem as faz girar.

11 dezembro 2008

EUA: tomada de fábrica por operários vira luta nacional

"A tomada de uma fábrica por seus trabalhadores demitidos em Chicago se converteu em um símbolo nacional de que o resgate do setor financeiro por Washington não se traduziu em um apoio para as maiorias. Desde o presidente eleito Barack Obama e parlamentares federais e locais até o governador de Illinois já expressaram apoio às demandas dos operários.
Por David Brooks, para o La Jornada
Tudo começou quando os 260 operários da fábrica de janelas e portas Republic Windows and Doors foram informados por seus patrões, com apenas três dias de antecedência, do fechamento da indústria, previsto para o fim de semana passado. O fechamento ocorreu depois que o Bank of America suspendeu sua linha de crédito à indústria.
Na sexta-feira, dezenas de trabalhadores tomaram a fábrica e se negaram a deixá-la, pois denunciam que não foram notificados com os 60 dias de antecipação previstos em lei e não lhes pagaram o que deviam.
Em turnos, dezenas de trabalhadores, membros do sindicato nacional independente United Electrical, Radio and Machine Workers of America (UE), um dos mais progressistas e combativos do país, mantiveram guarda dentro da fábrica, enquanto recebiam visitas ilustres, desde o senador Dick Durbin, o segundo em importância na Câmara Alta do parlamento americano, até os representantes federais Luis Gutiérrez e Jan Schakowksy, e o reverendo Jesse Jackson.
A maioria dos trabalhadores é de origem mexicana, junto com um bom número de trabalhadores negros e alguns salvadorenhos e hondurenhos.
No domingo, Obama disse: "creio absolutamente que os trabalhadores, que pedem os benefícios e os salários pelos quais trabalharam, estão corretos, e entendo que o que lhes acontece é um reflexo do que ocorre em toda a economia".
Nesta terça-feira (9), o governador de Illinois, Rod Blagojevich, ordenou que as secretarias estaduais suspendam todos os negócios com o Bank of America até que este reverta sua decisão e abra uma linha de crédito para a empresa Republic. "Que tome parte do dinheiro federal que recebeu e o invista, para dar crédito necessário para esta empresa, conservando assim os empregos dos trabalhadores", manifestou.
"O Bank of America recebeu recentemente uma injeção de US$ 25 bilhões de fundos públicos e agora é um exemplo de como, enquanto se resgatam os grandes bancos, os trabalhadores são demitidos sem receber seus salários", afirma o sindicato.
O senador Durbin declarou aos meios de comunicação: "entregamos bilhões a bancos como o Bank of America, e a razão para isso era para que continuassem emprestando esses fundos a empresas como a Republica, para que não fossem perdidos postos de trabalho aqui nos Estados Unidos".

06 dezembro 2008

13º livro à Quarta

"No tempo em que o açoite do sol pungente perde o ardor que torna o homem mole de suor, quando Zeus omnipotente faz chegar as chuvas outonais, e os membros do homem se tornam muito mais ágeis -então, na verdade, a estrela de Sirius passa sobre a cabeça dos homens destinados a morrer, só por pouco tempo durante o dia, e gosta de ficar mais tempo durante a noite -, naquele tempo a madeira do bosque é completamente imune à picada do caruncho...naquele tempo tu deves cortar a madeira do bosque..."
Hesíodo, Os trabalhos e os dias

Sobre o Zé e o Be

Os profissonais da política continuam a fazer com que ela seja tão menor (inútil?) que a vida. Sobre o Zé Sá Fernandes e o BE foi bom ler isto no spectrum.

21 novembro 2008

IV

Passaram
muitas marés
e ainda assim
gentes curiosas
continuaram a vir
até à nossa praia
Torneios, partidas
postais e souvenirs
tatuagens e
mulheres-peixe
varriam próximos
o areal.

05 novembro 2008

Porto Marítimo de Alcântara


Esta petição e um texto que a secunda parecem fazer sentido. E não é só por gostar de ver os contentores empilhados junto às margens do Tejo.


Pela defesa do Porto de Lisboa, do emprego, do ambiente e do desenvolvimento sustentável da cidade.
O Porto de Lisboa e as actividades que dele dependem empregam cerca de 140.000 pessoas e representam cerca de 5% do PIB regional e 2% do PIB Nacional. Trata-se, por isso, de uma estrutura económica de importância vital para Lisboa e para o bem-estar dos seus cidadãos, sendo também uma peça estratégica do sector portuário nacional sem a qual seriam alguns portos estrangeiros os grandes beneficiados.
É por isso que todas as grandes cidades ribeirinhas europeias não dispensam, antes desenvolvem, os seus portos comerciais. Barcelona, Valência e Vigo são apenas alguns exemplos mais próximos.
Eliminar os terminais para contentores que são transportados por navio, obriga trazer esses contentores para Lisboa a partir de outros portos, o que implica, por um lado, um acréscimo de custo do transporte, (com reflexo nos preços dos produtos, que se estima em cerca de 20%) e, por outro, um aumento do congestionamento, sinistralidade e desgaste das rodovias, a que acresce um impacto fortemente negativo para o ambiente.
A protecção da cidade e o respeito pelos seus cidadãos é um objectivo de todos, que é alcançável com um equilíbrio saudável e desejável com a imprescindível actividade económica que hoje, e desde sempre, é uma realidade na cidade de Lisboa.
Expressões como:
● "Uma pilha de quatro contentores equivale a um prédio de 10 andares", como se 10 metros fossem equivalentes a 31 metros;
● "Não faz sentido movimentar contentores na baixa de Lisboa", como se Alcântara ficasse no Rossio;
● "A taxa de utilização do terminal de Contentores de Alcântara é baixa" o que não é verdade. O terminal está a atingir o ponto de saturação;
● "Não faz sentido manter um terminal de contentores, quando se vão realizar urbanizações de luxo em Alcântara, aqui até podemos ver a alternativa desejada por alguns.
Comprovam claramente o nível da informação propagandeada a respeito deste assunto.
Não podemos ser meros espectadores dessa irresponsabilidade, nem pactuar com a desinformação que existe em torno do tema.
Vastas áreas da zona ribeirinha estão ainda pouco aproveitadas e podem ser convertidas em locais de lazer e recreio, a juntar ao muito que já existe. A economia marítimo-portuária de um país virado para o mar não é impeditiva destes objectivos.
Não vamos permitir que uma das infra-estruturas mais importantes para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade e do país sucumba ao populismo irresponsável. Vamos lá assinar a petição, pela defesa do Porto de Lisboa e da cidade, do emprego e do ambiente, contra a demagogia!

Para assinar a petição

imagem de Vasco Pitschieller




acredito que a AGEPOR, e como Entidade Representativa de um importante sector de actividade, deveria intervir de forma mais visivel e participativa nas "discussoes" actuais acerca do futuro do Porto de Lisboa e esclarecendo de forma activa todos aqueles que "falam..falam..." mas que infelizmente na grande maioria das intervençoes nao faz a minima ideia do que esta efectivamente a dizer.
infelizmente tenho assistido (embora pouco pois efectivamente o "trabalho aperta") a algumas intervençoes em que se fala de "paredes, muralhas de contentores" "de tsunamis de carga e camioes" e se procura passar a mensagem que de facto na zona ribeirinha o que interessa eh de facto criar mais restaurantes ... refeiçoes com preços na ordem de 30/40 euros media .... os chamados "restaurantes populares para a actividade ludica da populaçao lisboeta, e assim como os bares/discotecas que com os seus horarios de funcionamento entre as 22:00 / 03:00-04:00 constituem igualmente uma mais que necessaria opçao de divertimento cultural para os Lisboetas que tem de iniciar a sua actividade profissional pelas 08:30/09:00 hrs.......ou igualmente a primazia que se deve dar para a utilizaçao do espaço ribeirinho de Alcantara para a construçao de edificios toponomicamente evoluidos e a "custos controlados" em que casais jovens com pequenos pedidos de emprestimo bancario de somente Eur 400.000,00/Eur 500.000,00 poderiam iniciar as suas vidas em comum em area junto ao rio.
sinceramente acredito que eh de facto tempo de a Agepor (porque nao criar quiosques de informaçao na zona ribeirinha) em que se explique que Lisboa necessita de um BOM PORTO com capacidade de movimentaçao de cargas e que isso em qualquer parte do Mundo eh sinonimo de riqueza para a Cidade, para o Pais e para as Pessoas e que coloquem no devido lugar os "papagaios....de papel" que chamam barcos aos Navios, que chamam paredes de metal ao posicionamento de contentores em parque, que falam de estarem risco "700 postos de trabalho ? - ainda nao consegui perceber o porque.", quando estamos a falar de uma actividade essencial para recebermos/exportarmos e transitarmos cargas....e que seguramente envolve mais de 70.000 Pessoas e cujo desenvolvimento/expansao permite criar mais postos de trabalho de qualidade (emprego estavel e com progressao......penso que ninguem acredita que trabalhar num bar ou servir as mesas seja de facto uma profissao com grande futuro e/ou em que as pessoas se revejam nela como uma situaçao de futuro...isto sem desprimor para a actividade de empregado de bar ou restaurante).
e de facto triste que continuemos a dar visibilidade mediatica a decrepitos comentadores .... a maior parte deles ainda vem do tempo do cargueiro com maquina a vapor ....ou mesmo do inicio da Epopeia dos Descobrimentos ....."os chamados velhos do Restelo...", e que nao exista um movimento coordenado do sector em que se explique efectivamente do que estamos a falar ..... ou entao efectivamente a riqueza de Cidades como Barcelona, Bilbao, Marselha, Antuerpia, Roterdao, Hamburgo, Gotemburgo, Copenhaga, Oakland, Sydney, Hong Kong etc etc etc eh completamente virtual e todos eles laboram num erro tremendo...o de manter/actualizar e aumentar os seus Portos.....de facto eh tambem um dos nossos problemas ... demoramos a aprender com as virtudes e os erros de outros..
um abraço e as minhas desculpas pelo tempo tomado mas acredito que eh altura de toda a Populaçao perceber o que esta em discussao na questao portuaria ou as pessoas preferirao ter mais bares, mais restaurantes, mais condominios de luxo ou de facto preferirao ter assegurado o futuro das geraçoes vindouras ?sinceramente penso que sera altura de criar o MOVIMENTO CIVICO DOS CIDADAOS PELO PORTO DE LISBOA pois com Terminais, Estivadores, Amarradores, Coordenadores, Companhias de Navegaçao, Agencias de Navegaçao, Transitarios, Alfandega, Despachantes Oficiais, Transportadores Rodoviarios, Transportadores Ferroviarios, Shipchandlers, Empresas de Manutençao e Reparaçao Naval, Rebocadores, Policia Maritima, SEF, etc. etc. acredito que jah existira suficiente Quorum para um interessante FORUM de discussao e clarificaçao.

Carlos Duarte


Carlos Manuel DuarteLisbon Branch ManagerS5 W.Med / Marmedsa / Projects
Marmedsa Agencia Maritima (Portugal) LdaAvenida D.Joao II, Lote 1.18.01Edificio Art's, Bloco B - 2 Andar - Sala C1990-084 Lisboa - Portugal
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