24 outubro 2005

Mais do Bush versão Euro, vulgo Sarkozy

Sarkozy diz que: "il «ne serait pas anormal qu'un étranger en situation régulière, qui travaille, paie des impôts et réside depuis au moins dix ans en France puisse voter aux élections municipales»".
(não seria anormal que um estrangeiro em situação legal, que trabalhe, pague os impostos e resida em França há pelo menos dez anos possa votar nas eleições municipais)

10 Anos?! Só depois de pagar imposto municipal durante DEZ ANOS é que se admite o direito a votar?
Não percebo porquê pôr este limite: se não quer que as pessoas votem, seja sincero e assuma as consequências. Dizer dez anos depois de obter a legalização e sem estar no desemprego é na verdade o mesmo que dizer a eternidade.
E atenção: estamos a falar do direito a votar! E só para as eleições locais. Ninguém sequer falou em ser eleito! Nem mesmo para as autarquias.

E repare-se na formulação: "não seria anormal"... Não, não seria anormal. Anormal é o que é preciso ser para dizer uma coisa destas e achar que se está a piscar o olho à esquerda.

Declaração de princípios da casa


Quanto aos outros, venha o debate!

Lisboa6



20 outubro 2005

No limbo

Tratar de uma transferência no país que inventou a Burocracia é mais eficaz que qualquer dieta! Até porque há sempre quem nos assuste e nos dê a sensação de que a secretaria pode fazer parar o processo e impedir a transferência quando também já não é possível voltar atrás.

Se eu desaparecer uns tempos, não estranhem. Posso ter que ficar a tomar conta de algum impresso numa secretaria.

14 outubro 2005

O Mundo em Paris

Hoje vi uma cidade nova. Uma cidade que nunca tinha visto. É Paris, e por absurdo que pareça, é em Paris que moro há dois anos!
Esta nova cidade está fechada numa Universidade a sério e que, ao contrário da universidade que eu conhecia, parece uma Universidade e não um colégio interno de meninos bem. Ou seja, pela primeira vez vi em Paris gente de todos os feitios, vestidos das mais diversas maneiras, côres e estilos. Hoje, ali, Paris não parecia uma montagem ao vivo da montra da Zara.

Há vida, cartazes, protestos, opiniões, grupos políticos e culturais dos mais diversos. Ali as pessoas não desistem da vida para estudar. Ali os professores e os alunos são também cidadãos.

Estive enganada estes dois anos. Afinal em Paris também há gente diferente, com vida própria, diversidade e opinião. É bom estar enganada de vez em quando!