IV
Passaram
muitas marés
e ainda assim
gentes curiosas
continuaram a vir
até à nossa praia
Torneios, partidas
postais e souvenirs
tatuagens e
mulheres-peixe
varriam próximos
o areal.
21 novembro 2008
12 novembro 2008
05 novembro 2008
Porto Marítimo de Alcântara
Esta petição e um texto que a secunda parecem fazer sentido. E não é só por gostar de ver os contentores empilhados junto às margens do Tejo.
Pela defesa do Porto de Lisboa, do emprego, do ambiente e do desenvolvimento sustentável da cidade.
O Porto de Lisboa e as actividades que dele dependem empregam cerca de 140.000 pessoas e representam cerca de 5% do PIB regional e 2% do PIB Nacional. Trata-se, por isso, de uma estrutura económica de importância vital para Lisboa e para o bem-estar dos seus cidadãos, sendo também uma peça estratégica do sector portuário nacional sem a qual seriam alguns portos estrangeiros os grandes beneficiados.
É por isso que todas as grandes cidades ribeirinhas europeias não dispensam, antes desenvolvem, os seus portos comerciais. Barcelona, Valência e Vigo são apenas alguns exemplos mais próximos.
Eliminar os terminais para contentores que são transportados por navio, obriga trazer esses contentores para Lisboa a partir de outros portos, o que implica, por um lado, um acréscimo de custo do transporte, (com reflexo nos preços dos produtos, que se estima em cerca de 20%) e, por outro, um aumento do congestionamento, sinistralidade e desgaste das rodovias, a que acresce um impacto fortemente negativo para o ambiente.
A protecção da cidade e o respeito pelos seus cidadãos é um objectivo de todos, que é alcançável com um equilíbrio saudável e desejável com a imprescindível actividade económica que hoje, e desde sempre, é uma realidade na cidade de Lisboa.
Expressões como:
● "Uma pilha de quatro contentores equivale a um prédio de 10 andares", como se 10 metros fossem equivalentes a 31 metros;
O Porto de Lisboa e as actividades que dele dependem empregam cerca de 140.000 pessoas e representam cerca de 5% do PIB regional e 2% do PIB Nacional. Trata-se, por isso, de uma estrutura económica de importância vital para Lisboa e para o bem-estar dos seus cidadãos, sendo também uma peça estratégica do sector portuário nacional sem a qual seriam alguns portos estrangeiros os grandes beneficiados.
É por isso que todas as grandes cidades ribeirinhas europeias não dispensam, antes desenvolvem, os seus portos comerciais. Barcelona, Valência e Vigo são apenas alguns exemplos mais próximos.
Eliminar os terminais para contentores que são transportados por navio, obriga trazer esses contentores para Lisboa a partir de outros portos, o que implica, por um lado, um acréscimo de custo do transporte, (com reflexo nos preços dos produtos, que se estima em cerca de 20%) e, por outro, um aumento do congestionamento, sinistralidade e desgaste das rodovias, a que acresce um impacto fortemente negativo para o ambiente.
A protecção da cidade e o respeito pelos seus cidadãos é um objectivo de todos, que é alcançável com um equilíbrio saudável e desejável com a imprescindível actividade económica que hoje, e desde sempre, é uma realidade na cidade de Lisboa.
Expressões como:
● "Uma pilha de quatro contentores equivale a um prédio de 10 andares", como se 10 metros fossem equivalentes a 31 metros;
● "Não faz sentido movimentar contentores na baixa de Lisboa", como se Alcântara ficasse no Rossio;
● "A taxa de utilização do terminal de Contentores de Alcântara é baixa" o que não é verdade. O terminal está a atingir o ponto de saturação;
● "Não faz sentido manter um terminal de contentores, quando se vão realizar urbanizações de luxo em Alcântara, aqui até podemos ver a alternativa desejada por alguns.
Comprovam claramente o nível da informação propagandeada a respeito deste assunto.
Não podemos ser meros espectadores dessa irresponsabilidade, nem pactuar com a desinformação que existe em torno do tema.
Vastas áreas da zona ribeirinha estão ainda pouco aproveitadas e podem ser convertidas em locais de lazer e recreio, a juntar ao muito que já existe. A economia marítimo-portuária de um país virado para o mar não é impeditiva destes objectivos.
Não vamos permitir que uma das infra-estruturas mais importantes para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade e do país sucumba ao populismo irresponsável. Vamos lá assinar a petição, pela defesa do Porto de Lisboa e da cidade, do emprego e do ambiente, contra a demagogia!
Comprovam claramente o nível da informação propagandeada a respeito deste assunto.
Não podemos ser meros espectadores dessa irresponsabilidade, nem pactuar com a desinformação que existe em torno do tema.
Vastas áreas da zona ribeirinha estão ainda pouco aproveitadas e podem ser convertidas em locais de lazer e recreio, a juntar ao muito que já existe. A economia marítimo-portuária de um país virado para o mar não é impeditiva destes objectivos.
Não vamos permitir que uma das infra-estruturas mais importantes para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade e do país sucumba ao populismo irresponsável. Vamos lá assinar a petição, pela defesa do Porto de Lisboa e da cidade, do emprego e do ambiente, contra a demagogia!
Para assinar a petição
imagem de Vasco Pitschieller
acredito que a AGEPOR, e como Entidade Representativa de um importante sector de actividade, deveria intervir de forma mais visivel e participativa nas "discussoes" actuais acerca do futuro do Porto de Lisboa e esclarecendo de forma activa todos aqueles que "falam..falam..." mas que infelizmente na grande maioria das intervençoes nao faz a minima ideia do que esta efectivamente a dizer.
infelizmente tenho assistido (embora pouco pois efectivamente o "trabalho aperta") a algumas intervençoes em que se fala de "paredes, muralhas de contentores" "de tsunamis de carga e camioes" e se procura passar a mensagem que de facto na zona ribeirinha o que interessa eh de facto criar mais restaurantes ... refeiçoes com preços na ordem de 30/40 euros media .... os chamados "restaurantes populares para a actividade ludica da populaçao lisboeta, e assim como os bares/discotecas que com os seus horarios de funcionamento entre as 22:00 / 03:00-04:00 constituem igualmente uma mais que necessaria opçao de divertimento cultural para os Lisboetas que tem de iniciar a sua actividade profissional pelas 08:30/09:00 hrs.......ou igualmente a primazia que se deve dar para a utilizaçao do espaço ribeirinho de Alcantara para a construçao de edificios toponomicamente evoluidos e a "custos controlados" em que casais jovens com pequenos pedidos de emprestimo bancario de somente Eur 400.000,00/Eur 500.000,00 poderiam iniciar as suas vidas em comum em area junto ao rio.
sinceramente acredito que eh de facto tempo de a Agepor (porque nao criar quiosques de informaçao na zona ribeirinha) em que se explique que Lisboa necessita de um BOM PORTO com capacidade de movimentaçao de cargas e que isso em qualquer parte do Mundo eh sinonimo de riqueza para a Cidade, para o Pais e para as Pessoas e que coloquem no devido lugar os "papagaios....de papel" que chamam barcos aos Navios, que chamam paredes de metal ao posicionamento de contentores em parque, que falam de estarem risco "700 postos de trabalho ? - ainda nao consegui perceber o porque.", quando estamos a falar de uma actividade essencial para recebermos/exportarmos e transitarmos cargas....e que seguramente envolve mais de 70.000 Pessoas e cujo desenvolvimento/expansao permite criar mais postos de trabalho de qualidade (emprego estavel e com progressao......penso que ninguem acredita que trabalhar num bar ou servir as mesas seja de facto uma profissao com grande futuro e/ou em que as pessoas se revejam nela como uma situaçao de futuro...isto sem desprimor para a actividade de empregado de bar ou restaurante).
e de facto triste que continuemos a dar visibilidade mediatica a decrepitos comentadores .... a maior parte deles ainda vem do tempo do cargueiro com maquina a vapor ....ou mesmo do inicio da Epopeia dos Descobrimentos ....."os chamados velhos do Restelo...", e que nao exista um movimento coordenado do sector em que se explique efectivamente do que estamos a falar ..... ou entao efectivamente a riqueza de Cidades como Barcelona, Bilbao, Marselha, Antuerpia, Roterdao, Hamburgo, Gotemburgo, Copenhaga, Oakland, Sydney, Hong Kong etc etc etc eh completamente virtual e todos eles laboram num erro tremendo...o de manter/actualizar e aumentar os seus Portos.....de facto eh tambem um dos nossos problemas ... demoramos a aprender com as virtudes e os erros de outros..
um abraço e as minhas desculpas pelo tempo tomado mas acredito que eh altura de toda a Populaçao perceber o que esta em discussao na questao portuaria ou as pessoas preferirao ter mais bares, mais restaurantes, mais condominios de luxo ou de facto preferirao ter assegurado o futuro das geraçoes vindouras ?sinceramente penso que sera altura de criar o MOVIMENTO CIVICO DOS CIDADAOS PELO PORTO DE LISBOA pois com Terminais, Estivadores, Amarradores, Coordenadores, Companhias de Navegaçao, Agencias de Navegaçao, Transitarios, Alfandega, Despachantes Oficiais, Transportadores Rodoviarios, Transportadores Ferroviarios, Shipchandlers, Empresas de Manutençao e Reparaçao Naval, Rebocadores, Policia Maritima, SEF, etc. etc. acredito que jah existira suficiente Quorum para um interessante FORUM de discussao e clarificaçao.
infelizmente tenho assistido (embora pouco pois efectivamente o "trabalho aperta") a algumas intervençoes em que se fala de "paredes, muralhas de contentores" "de tsunamis de carga e camioes" e se procura passar a mensagem que de facto na zona ribeirinha o que interessa eh de facto criar mais restaurantes ... refeiçoes com preços na ordem de 30/40 euros media .... os chamados "restaurantes populares para a actividade ludica da populaçao lisboeta, e assim como os bares/discotecas que com os seus horarios de funcionamento entre as 22:00 / 03:00-04:00 constituem igualmente uma mais que necessaria opçao de divertimento cultural para os Lisboetas que tem de iniciar a sua actividade profissional pelas 08:30/09:00 hrs.......ou igualmente a primazia que se deve dar para a utilizaçao do espaço ribeirinho de Alcantara para a construçao de edificios toponomicamente evoluidos e a "custos controlados" em que casais jovens com pequenos pedidos de emprestimo bancario de somente Eur 400.000,00/Eur 500.000,00 poderiam iniciar as suas vidas em comum em area junto ao rio.
sinceramente acredito que eh de facto tempo de a Agepor (porque nao criar quiosques de informaçao na zona ribeirinha) em que se explique que Lisboa necessita de um BOM PORTO com capacidade de movimentaçao de cargas e que isso em qualquer parte do Mundo eh sinonimo de riqueza para a Cidade, para o Pais e para as Pessoas e que coloquem no devido lugar os "papagaios....de papel" que chamam barcos aos Navios, que chamam paredes de metal ao posicionamento de contentores em parque, que falam de estarem risco "700 postos de trabalho ? - ainda nao consegui perceber o porque.", quando estamos a falar de uma actividade essencial para recebermos/exportarmos e transitarmos cargas....e que seguramente envolve mais de 70.000 Pessoas e cujo desenvolvimento/expansao permite criar mais postos de trabalho de qualidade (emprego estavel e com progressao......penso que ninguem acredita que trabalhar num bar ou servir as mesas seja de facto uma profissao com grande futuro e/ou em que as pessoas se revejam nela como uma situaçao de futuro...isto sem desprimor para a actividade de empregado de bar ou restaurante).
e de facto triste que continuemos a dar visibilidade mediatica a decrepitos comentadores .... a maior parte deles ainda vem do tempo do cargueiro com maquina a vapor ....ou mesmo do inicio da Epopeia dos Descobrimentos ....."os chamados velhos do Restelo...", e que nao exista um movimento coordenado do sector em que se explique efectivamente do que estamos a falar ..... ou entao efectivamente a riqueza de Cidades como Barcelona, Bilbao, Marselha, Antuerpia, Roterdao, Hamburgo, Gotemburgo, Copenhaga, Oakland, Sydney, Hong Kong etc etc etc eh completamente virtual e todos eles laboram num erro tremendo...o de manter/actualizar e aumentar os seus Portos.....de facto eh tambem um dos nossos problemas ... demoramos a aprender com as virtudes e os erros de outros..
um abraço e as minhas desculpas pelo tempo tomado mas acredito que eh altura de toda a Populaçao perceber o que esta em discussao na questao portuaria ou as pessoas preferirao ter mais bares, mais restaurantes, mais condominios de luxo ou de facto preferirao ter assegurado o futuro das geraçoes vindouras ?sinceramente penso que sera altura de criar o MOVIMENTO CIVICO DOS CIDADAOS PELO PORTO DE LISBOA pois com Terminais, Estivadores, Amarradores, Coordenadores, Companhias de Navegaçao, Agencias de Navegaçao, Transitarios, Alfandega, Despachantes Oficiais, Transportadores Rodoviarios, Transportadores Ferroviarios, Shipchandlers, Empresas de Manutençao e Reparaçao Naval, Rebocadores, Policia Maritima, SEF, etc. etc. acredito que jah existira suficiente Quorum para um interessante FORUM de discussao e clarificaçao.
Carlos Duarte
Carlos Manuel DuarteLisbon Branch ManagerS5 W.Med / Marmedsa / Projects
Marmedsa Agencia Maritima (Portugal) LdaAvenida D.Joao II, Lote 1.18.01Edificio Art's, Bloco B - 2 Andar - Sala C1990-084 Lisboa - Portugal
Tel (Switchboard) : +351 21 898 22 00
Tel Directo/Direct nr.: +351 21 898 22 42
Direct Fax: +351 21 898 22 48
Web: www.marmedsa.com
29 outubro 2008
que força é essa, que força é essa que trazes no peito?
22 outubro 2008
17 outubro 2008
16 outubro 2008
13 outubro 2008
Para saberes que sou eu
I
Numa praia a ocidente
avistei a sereia
a cauda comprida
as escamas indigo
preparei os arpões
a lenha para o lume
e desde aí,
haja vagas ou calmaria
nem na praia nem no barco
houve mais sossego
Numa praia a ocidente
avistei a sereia
a cauda comprida
as escamas indigo
preparei os arpões
a lenha para o lume
e desde aí,
haja vagas ou calmaria
nem na praia nem no barco
houve mais sossego
12 outubro 2008
Chamem o Fukuyama
"Europa e EUA avançam para nacionalizações de bancos. " Público, 12/10/2008
Vitória vitória que não se acabou a história

09 outubro 2008
Nem menos nem mais direitos iguais
Amanhã é um dia histórico. Discute-se na assembleia da república a possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A moratória de Sócrates sobre o dever de voto na bancada socialista é obscena. Não tem outra palavra. E vem provar que os homossexuais são como qualquer outro ser, o primeiro-ministro é disso um vergonhoso exemplar. Não só sobre a sua opção em esconder para presumir uma eleição(que julgo uma presunção correcta) e mesmo a existência de uma vida política ( e sobre os efeitos nefastos de tamanha hipocrisia,não só na sua vida mas nas demais). Ainda que, no que nos diz respeito a todos, este não seja o seu pior crime. Se bem que esta ideologia dos hábitos e costumes não possa ou não deva ser separada das opções políticas, da mesma forma perniciosas, opacas, com falta de um empenho de coração, a falta total de uma ideologia. Se no plano genérico e económico é isso hoje tão facilmente reconhecido ao PS, amanhã quando os deputados deste partido votarem contra não é de outra coisa que estamos a falar. De qualquer forma não deixa de ser um dia importante para todos os homossexuais livres (e não só) deste país. Apesar de ouvir, como hoje no trabalho, que há assuntos mais importantes a tratar- como se a igualdade entre cidadãos fosse uma questão pequenina no contrato político a que estamos vinculados uns com os outros (Constituição?)- ou como se numa sociedade geradora de tantas desigualdades houvesse umas mais importantes do que outras (olha pá, n me importo que me paguemmenos que o meu colega por ser mulher porque há pessoas sem recursos para se tratarem nos hospitais públicos). As uniões de facto, ainda que consagrassem todos os direitos e garantias a que estão reservados os casamentos não seria suficiente para colocaras coisas no lugar. Porque a verdade é que as instituições sociais, como o casamento, configuram de forma simbólica o que uma sociedade tem como legitimado, e ao não legitimar, através do casamento ou da adopção, os casais do mesmo sexo, só estamos a afirmar que estes podem viver a sua vidinha desde que tuteladospor uma maioria silenciosa que norteia e normaliza empurrando para a sombra quem da sombra quer sair. Será preciso lembrar que não podemos viver em liberdade quando há pessoas na sombra
06 outubro 2008
Por um Museu da Liberdade

Foi pintado ontem na António Maria Cardoso. Um ensaio de um mural que deviamos ter nesse rua frente ao novo condomínio de luxo construído onde funcionou a sede da PIDE/DGS, já que o esperado Museu da Resistência e Liberdade terá de se constituir noutro lugar. Juntei às ligações o link para o movimento cívico Não Apaguem a Memória.
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