30 março 2007

Pela nossa Saúde!

PNR - José Pinto Coelho - é a coisa mais estúpida que o sociedade portuguesa pariu nos últimos anos. Só que ser estúpido não é o maior problema desde agrupamento de nazis e desmiolados em busca de algum grupo onde possam encaixar e fazer parte de um destino para além de ser vítima de um benfazejo acidente na ip4 ou mesmo 5. O maior problema é que andam cheios de vontade de vir sujar os passeios das nossas cidades como se eles já não tivessem merda que chegue. E como a Antártida está a derreter, o planeta aqueceu e já não há retorno para a porcaria que andamos há décadas a pôr no mundo para quê virem uns tip@s, ainda por cima especialmente estúpidos, poluirem-nos ainda mais o ar? Um plano especial da UE a impôr cotas de emissão de josés-pintos-coelhos já!

23 março 2007

o tempo e as suas contrariedades

olá.
Para além de desformatado irremediavelmente o template deste blogue amarelo da Anatólia, também tem estado sujeito aos infortúnios da vida contemporâena- leia-se: termos de vender a alminha todo o santo dia quase a vida toda-mas ainda assim eu vinha aqui dizer que malgrado as calamitosas andanças nos governos da cidade capital Lisboa tem muitas razões para nos congratularmos. E vinha também dizer que uma andorinha passou veloz por mim esta semana.

15 março 2007

8 de Março

No dia 8 de Março do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objectivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

07 março 2007

RTP 50 anos


Hoje faz 50 anos que começámos a ser entupidos com o lixo televisivo da RTP. Ao mesmo tempo a caixinha bruta, bem mandada dos regimes que de lá para cá foram passando, também foi a caixinha mágica. Trouxe a possibilidade de acesso a informação, que, de outra forma, seria impossível para a maioria da população, para a maioria de nós. Poderia a RTP ser uma Estação Pública melhor? Sem dúvida. Estará no melhor dos caminhos desde a abertura da antena aos privados? Certamente que não. Só quem nunca viu a RTP internacional pode afirmar que se trata de um bom serviço de televisão para os portugueses pelo mundo, para a diáspora, e para aqueles que poderiam aproximar-se da lusofonia.
Entretanto, para alguém como eu, obrigada pela Heidi, pelo Conan Rapaz do Futuro, pelo Buck Rogers, pelos filmes que já foram presença mais assídua com horários mais justos, pela Vera Roquete e pelo Vasco Granja (estes agradecimentos não justificam que tenha de apanhar com o José Hermano Saraiva, com o José Rodrigues de Carvalho ou o Jorge Gabriel).

26 fevereiro 2007

Diário de Notícias e Expresso ao serviço do Povo

Publica-se aqui um resumo do estudo de Eugénio Rosa
"A mentira e a manipulação nos media como forma de condicionar a opinião publica"(20.2.2007) Quem quiser ler o estudo em detalhe pode pedi-lo para o seu email: edr@mail.telapac.pt

A mentira e manipulação são cada vez mais utilizados nos media como forma de condicionar a opinião pública, e de justificar e branquear as politicas do governo. Felizmente, ainda existem muitos jornalistas que pautam o que escrevem pelo rigor e pela objectividade, embora o contrário seja cada vez mais frequente. Neste artigo analisam-se dois casos na área económica, onde a mentira e a manipulação foram utilizadas.

O primeiro caso refere-se a um artigo publicado no caderno de economia do Diário de Noticias em 12.2.,2007, onde Manuel Esteves escreveu que “dados também da Comissão Europeia mostram que em 2005 os salários em Portugal receberam 62,5% do produto interno bruto (PIB), o que corresponde ao valor mais elevado da zona euro”. A verdade é que dados do Eurostat, que se encontram disponíveis na Internet, revelam que as remunerações em Portugal representavam apenas 47,4% do PIB em 2005. E são as “remunerações” que incluem as contribuições patronais para a Segurança Social e para a CGA, e Manuel Esteves afirma que os 62,5% do PIB são “salários”, por isso não incluem as contribuições patronais. Se deduzirmos ao valor calculado pelo Eurostat – 47,4% do PIB – as contribuições patronais para se obter o peso do salários no PIB ter-se-á apenas cerca de 37,4% do PIB.

O segundo caso refere-se a dois artigos publicados por Daniel Amaral, um comentador de temas económicos que tem um espaço quinzenal reservado no Expresso, em 6.1.2007 e em 3,2.2007. Nesses artigos manipulando dados, Daniel Amaral obtém para Portugal para o ano de 2006, percentagens que variam entre 50,6% do PIB (artigo de 6.1.2007) e 51,4% do PIB (artigo de 3.2.2007). E embora existisse para Portugal o valor calculado pelo Eurostat disponível na Internet, Daniel Amaral utilizou nas comparações que depois estabeleceu com outros países da U.E., os valores do Eurostat para esses países , e para Portugal o que tinha calculado, pois este era mais elevado do que o obtido pelo Eurosta. E é com base nesta manipulação que tira a seguinte conclusão: “Não tenho duvidas a este respeito: a politica salarial nos últimos anos foi completamente suicidia e a ela se deve, em grande parte, o elevado desemprego que hoje temos” E terminava dando este conselhos aos trabalhadores e sindicatos: “as actualizações salariais deste ano (2007) não deverão exceder os 2%”, portanto menos que a inflação prevista pelo próprio governo. Desta forma procura-se dar também cobertura e justificar a politica governamental de redução continuada de salários reais, e a de baixo salários para atrair o capital estrangeiro exposta pelo ministro da economia na China.

Uma segunda carta que enviamos ao Expresso em que desmontávamos a manipulação continuada de Daniel Amaral não foi publicada. Este semanário preferiu manter no engano os seus leitores. É essa carta não publicada que se junta no fim deste estudo.

23 fevereiro 2007

1ªs Jornadas da Habitação + Manif.


MANIFESTAÇÃO DIA 25 DE FEV-PRAÇA DA FIGUEIRA-15H

PORQUE a Habitação é um direito!

O Estado tem esquecido o seu dever de promover uma política que controle a especulação desenfreada e promova o acesso e dignidade na habitação para todos.

Milhares de pessoas:

- vivem em habitações degradadas, sobre-lotação, barracas, pensões, de favor ...
- estão endividadas em muito mais do que seria aceitável.
- têm mais dificuldade em conquistar autonomia na habitação, sobretudo jovens e idosos.

Os bairros de barracas estão a ser demolidos, centenas de pessoas, sem possibilidade de acesso à habitação, são postas à força na rua.

No entanto:

- só na área de Lisboa há mais de 112 mil casas à venda sem comprador e o preço não baixa;
- no país, há 544 000 casas devolutas;
- os centros das cidades estão cada vez mais vazios;
- o apoio ao arrendamento jovem foi reduzido em50% e além disso as verbas para habitação social e reabilitação diminuiram;

Os lucros dos bancos e das imobiliárias atingiram valores Record nos últimos anos!

TODOS SOMOS MORADORES.
TEMOS UMA PALAVRA A DIZER .
TODOS OS MORADORES À RUA !

DOMINGO 25 DE FEV – 15 H – PRAÇA DA FIGUEIRA

A organização das jornadas cabe à recém criada plataforma Artigo65 que tem como principal objectivo pugnar para que o direito consignado na Constituição como o artigo65: Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar seja mais do que um enunciado de intenções.

A nova casa da Helena

A Helena esqueceu-se de anunciar a sua nova casa. A luz de Lisboa com o mar ao fundo (agora cheio de marés vivas!)
Mais um link para aqui e para mim.

16 fevereiro 2007

Le Cool Lisboa


Não é simplesmente fabulosa esta ilustração para a capa da leCool?

13 fevereiro 2007

Choque de Civilizações (cont.)

Se cruzarmos as palavras do Major Tom em Sim ou Sopas -"(..)Achei que o momento ilustrava bem o que se tem passado nas últimas semanas, mas também um certo tipo de confronto de mentalidades que vem de longe. De um lado, os movimentos organizados a partir da sociedade civil pela despenalização, pela liberdade de escolha, pela informação esclarecida, pela igualdade de direitos e deveres perante o Estado; do outro, as forças conservadoras, a estrebuchar para manter os seus mecanismos de dominação simbólica, usando como estratégias a intimidação, a desinformação, a hábil manipulação da ignorância e a apropriação ideológica de valores que na verdade nunca foram seus (nunca vos atiraram à cara que eram anti-democráticos por defender o 'sim' e rebater o 'não'?). De um lado o respeito pela mulher e uma concepção informada do contrato social; do outro, a mentira covarde (querem mais exemplos do que as fotografias de fetos retalhados que me têm chegado à caixa de correio ou esses cartazes escandalosos com bebés e mães enternecidas?), a arrogância e a prepotência de quem conhece bem a sua influência e quais as estratégias para a manter.É um dever de cidadania não ceder, votar e assumir uma posição pública pelo sim" com as do Rick Dangerous em Miseráveis e Desprezíveis temos a conclusão aproximada do que queria dizer em choque de civilizações.
A laicidade e a escolarização mais elevada fica mais uma vez demonstrada quando comparamos os resultados distrito a distrito (ou até concelhos mais ou menos jovens e urbanos dentro do mesmo distrito):
Distritos onde ganhou o Não
Açores S31% N69% A70,5%
Madeira S34,6% N65,4% A61,4%
Vila Real S38,%1 N61,9% A64,8%
Viseu S38,5% N61,5% A62,4%
Viana do Castelo S40,4% N 59,6 A60,4%
Bragança S41% N59% A65,6%
Aveiro S44,6% N55,4% A56,7%
Guarda S46,9% N53,1% A61,5%
Braga S41,2% N58,8% A53,6
Distritos onde ganhou o Sim
Beja S83,9% N16,1% A60,2%
Setúbal S82% N18% A51,5%
Évora S78,4% N57% A21,6%
Portalegre S74,5% N25,5% A 61,1%
Faro S73,6% N26,4% A61,2%
Lisboa S71,5% N28,5% A51,3%
Santarém S65,1% N34,9% A55,9%
Coimbra S63% N37% A59,9%
Castelo Branco S61,6% N38,4% A59,4%
Leiria S58,3% N41,7% A56,1%
dados no Público de 12 Fevereiro