Nervoso miudinho instalado. Dois dias para A Barca.
15 dezembro 2006
11 dezembro 2006
SOMOS TODOS ARGUIDOS
Para Pinochet não houve tempo ou oportunidade... mas não se pense que os tribunais não fazem nada.

Para Duran Clemente (um dos militares do MFA) e João Almeida, que cometeram o hediondo crime de participar numa concentração pacífica vai haver julgamento amanhã. Como se pode ver pelas fotografias, trata-se de umas dezenas de perigosíssimos facínoras da pior espécie (ó p'ra mim lá ao fundo), envolvidos em actividades suspeitas e subversivas do piorio.
É por esta concentração de várias dezenas, que duas pessoas vão ser julgadas, duas pessoas escolhidas ao acaso entre os presentes, apenas porque foram eles que conversaram com os dois agentes à paisana que apareceram.
Ficámos sem saber quel era a parte proibida da coisa, uma concentração devia ser coisa normal em países democráticos, mas aparentemente é proibido por ESTA democracia.
Amanhã não vou poder estar, mas deixo aqui a minha solidariedade, como já deixei nos abaixo-assinados que assinei, e na manifestação do 5 de Outubro deste ano.
Eu também lá estive, a 5 de Outubro de 2005, por isso também sou arguida.
É por esta concentração de várias dezenas, que duas pessoas vão ser julgadas, duas pessoas escolhidas ao acaso entre os presentes, apenas porque foram eles que conversaram com os dois agentes à paisana que apareceram.
Ficámos sem saber quel era a parte proibida da coisa, uma concentração devia ser coisa normal em países democráticos, mas aparentemente é proibido por ESTA democracia.
Amanhã não vou poder estar, mas deixo aqui a minha solidariedade, como já deixei nos abaixo-assinados que assinei, e na manifestação do 5 de Outubro deste ano.
Eu também lá estive, a 5 de Outubro de 2005, por isso também sou arguida.
Morreu Pinochet, sem julgamento
Perdeu a Justiça, em quem deveríamos poder confiar para nos proteger. O ditador morreu descansado no Hospital, com extrema-unção, perdão Divino e tudo incluído (os papéis a que a Igreja se presta...).
Sem uma Justiça de confiança, perdemos todos, sabendo que os piores crimes ficam impunes.
Penso nas famílias dos mortos e desaparecidos, que não puderam e não poderão fazer o luto dos seus familiares, e que agora também não vão ter Justiça por tudo o que Pinochet lhes fez. Penso no sofrimento dos presos e torturados, nas frigideiras do Atacama, nas crianças arrancadas às famílias e educadas por facínoras para odiar os próprios pais. É para eles que vai hoje o meu pesar.
Penso nas famílias dos mortos e desaparecidos, que não puderam e não poderão fazer o luto dos seus familiares, e que agora também não vão ter Justiça por tudo o que Pinochet lhes fez. Penso no sofrimento dos presos e torturados, nas frigideiras do Atacama, nas crianças arrancadas às famílias e educadas por facínoras para odiar os próprios pais. É para eles que vai hoje o meu pesar.
09 dezembro 2006
Ao cantinho, um conforto
Caetano Veloso
Bem Devagar
do album Prenda Minha
Bem Devagar
do album Prenda Minha
08 dezembro 2006
De vigarista a carteirista
Primeiro havia um contrato escrito, coisa séria, com assinaturas e tudo, carimbos e tudo o mais de costume em contratos sérios com o Estado de um país.
Horário extraordinário é pago a preço de horas extraordinárias. Parece normal para qualquer contratado... Tarefas adicionais levam uma tarifa adicional. Nada de estranho...
Depois, sem o pré-aviso normal e exigido legalmente para a cessação de contrato, lá se vai o pagamento das horas extraordinárias: o pagamento, não as horas nem as tarefas. Uma das partes não cumpre o contrato.
Mas não lhe chega. Nesse país as leis não podem ter efeitos retroactivos. Certíssimo. Mas este contratante Estado, porque pode, quebra o contrato e ainda vai à carteira do outro contratante buscar os pagamentos que já tinham sido feitos dentro do contrato válido, e antes de qualquer anúncio de incumprimento.
Até a Fenprof se viu aflita para comentar tal coisa. É que perante tamanho descaramento não há mais que dizer. Um roubo é um roubo, não há comentário que lhe valha. Se fosse no Metro ía dentro, como é no gabinete do MNE, fica tudo bem...
Horário extraordinário é pago a preço de horas extraordinárias. Parece normal para qualquer contratado... Tarefas adicionais levam uma tarifa adicional. Nada de estranho...
Depois, sem o pré-aviso normal e exigido legalmente para a cessação de contrato, lá se vai o pagamento das horas extraordinárias: o pagamento, não as horas nem as tarefas. Uma das partes não cumpre o contrato.
Mas não lhe chega. Nesse país as leis não podem ter efeitos retroactivos. Certíssimo. Mas este contratante Estado, porque pode, quebra o contrato e ainda vai à carteira do outro contratante buscar os pagamentos que já tinham sido feitos dentro do contrato válido, e antes de qualquer anúncio de incumprimento.
Até a Fenprof se viu aflita para comentar tal coisa. É que perante tamanho descaramento não há mais que dizer. Um roubo é um roubo, não há comentário que lhe valha. Se fosse no Metro ía dentro, como é no gabinete do MNE, fica tudo bem...
Os mais mentirosos
"Portugal entre países com menos subornos"
Hoje os títulos eram mais ou menos parecidos a este por todo o lado. O que na verdade a notícia diz é que os portugueses acham (para efeitos de inquérito e não de conversa de café) que Portugal é dos menos corruptos do mundo.
Os portugueses pelos vistos também são mentirosos, mas isso não vinha no inquérito...
Nota: não sabia que a Madeira já era independente e que o Porto era mesmo uma nação (só para citar dois exemplos: um por ser bem fresquinho e outro pela antiguidade e insistência).
Hoje os títulos eram mais ou menos parecidos a este por todo o lado. O que na verdade a notícia diz é que os portugueses acham (para efeitos de inquérito e não de conversa de café) que Portugal é dos menos corruptos do mundo.
Os portugueses pelos vistos também são mentirosos, mas isso não vinha no inquérito...
Nota: não sabia que a Madeira já era independente e que o Porto era mesmo uma nação (só para citar dois exemplos: um por ser bem fresquinho e outro pela antiguidade e insistência).
06 dezembro 2006
À terceira, e ainda não foi de vez
Pinochet foi um sanguinário sem dó nem piedade. Agora está na moda branqueá-lo e ter pena por ser "velhinho" e "coitadinho" e sei lá mais o quê. Chamam-lhe "razões humanitárias".

Ora na realidade, um sanguinário é, por definição, um sanguinário.
Mais uma vez, bastou-lhe invocar razões de saúde, fazer o teatro do "ai, que estou muito mal", e pronto. Saiu em liberdade num só dia, sem qualquer problema. Tira-se assim uma pena domiciliária (que em comparação com os crimes cometidos nem era nada) por uma fita mal montada. Hoje de manhã a filha já teve a lata de vir para os jornais muito contente a fingir que o pai tinha melhorado muito numas horitas de noite.
Mais uma vez, bastou-lhe invocar razões de saúde, fazer o teatro do "ai, que estou muito mal", e pronto. Saiu em liberdade num só dia, sem qualquer problema. Tira-se assim uma pena domiciliária (que em comparação com os crimes cometidos nem era nada) por uma fita mal montada. Hoje de manhã a filha já teve a lata de vir para os jornais muito contente a fingir que o pai tinha melhorado muito numas horitas de noite.
O Spectrum tem estado a pôr caras e vidas por detrás dos números que conhecemos dos desaparecidos e mortos pelo ditador Pinochet. Vale bem a visita!
05 dezembro 2006
The power of the cat
Woody Allen disse algures num dos seus filmes que a humanidade (ou os norte-americanos o que vai a dar no mesmo) se dividia entre aqueles que gostam de música country e aqueles que não gostam
02 dezembro 2006
Funeral Sentences
Henry Purcell
1. Man that is born of a woman
2. In the midst of life
Henry Purcell
1. Man that is born of a woman
2. In the midst of life
3. Thou knowest, Lord
Por:
Por:
Emily Van Evera, Timothy Wilson, John Mark Ainsley, Charles Daniels, David Thomas,
Taverner Consort, Taverner Choir, Taverner Players,
Andrew Parrott
Taverner Consort, Taverner Choir, Taverner Players,
Andrew Parrott
01 dezembro 2006
O inconcebível...
É quando nós somos "os outros". Quando nos acontece o que só acontece aos "outros".
É inconcebível ver uma mãe enterrar o filho.
Perder um amigo, pensar que ele não vai voltar, não vai telefonar a perguntar pelo P. é inconcebível.
É inconcebível ver uma mãe enterrar o filho.
Perder um amigo, pensar que ele não vai voltar, não vai telefonar a perguntar pelo P. é inconcebível.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
