13 outubro 2006

Manifestação de hoje

Acompanhei aqui de longe o que se passou hoje em Lisboa, mas se alguém esteve ao vivo, diga alguma coisa.
Sempre foram 100 mil ou não? É que 100 mil já se pode contar em percentagem: 1% da população, um pouco mais se considerarmos só os eleitores! É pouquinho, mas é!

Sr. Sócrates, já sabemos que o seu papel é fingir que não é nada consigo e que este protesto em dia de semana e sem greve declarada até nem tem grande significado. Mas olhe que essa fita já custou as presidenciais a dois coleguinhas seus, e um discurso de retirada do meu ponto de vista bastante divertido: falo de Sarkozy (que se candidata, mas é muito provável que perca) e de Villepin (que chegou a pensar candidatar-se, mas a quem esse discurso arruinou qualquer possibilidade de carreira política nos tempos mais próximos; cumpre o mandato e segue para casa).

Pense lá outra vez antes de reincidir no discurso ridículo do Telejornal...

O Concerto deste Verão


Aqui vos deixo uma canção do que foi o grande concerto deste Verão, num pequeno centro cultural em Vila Real de Santo António, numa pontinha do país. O ambiente foi o que se vê...

No cantinho, fica o Francisco Fanhais a cantar "Porque", do disco Dedicatória. O poema é de Sophia de Mello Breyner.

11 outubro 2006

Que saudades da Europa!

Estamos quase iguais aos EUA, essa terra da liberdade e dos sonhos realizados. Agora também em Portugal vai morrer gente à porta dos hospitais. Como é que o ministro pensa resolver a questão de quem não pode pagar nem um dia, e se não fôr internado pode morrer ou ficar a sofrer?

Espero que os médicos, que fazem um juramento (ainda fazem?), façam alguma coisa, antes que o Hipócrates desate às voltas na tumba.

É bem feita, que é para nos deixarmos dessa coisa das férias pagas no hospital! Sim, claro, os portugueses vão para o hospital por gosto, e abusam do internamento pelo amor ao cheiro a hospital!

Diz também o artigo que na Alemanha a taxa são 10 euros e em Portugal vão ser 5, e que o sr. ministro acha que isso já é uma benesse. Sr. ministro, quando os nossos salários forem metade dos salários alemães e não um terço ou um quarto; quando as rendas das nossas casas forem metade das alemãs e não o dobro, volte a mandar postais. Até, lá esqueça as taxas a metade do preço das alemãs.
E nessa altura, se ela chegasse com o seu governo (o que é duvidoso, porque os senhores estão a afastar-nos da Europa a passos larguíssimos), digo-lhe já o que seriam as negociações: meta as taxas n...

Eu sei que estou a ser bruta. Mas já ninguém atura este governo. Uma acha que os professores não sabem ler, e este acha que nós todos não sabemos fazer contas. Que gente iluminada que arranjámos!

Contra-natura

Voar para norte no Outono.

10 outubro 2006

II Fórum Social Português



13, 14 e 15 de Outubro de 2006 acontece o II Fórum Social Português.

Por um Fórum cada vez mais Fórum
O fórum social é o espaço da sociedade das alternativas. Mais do que um evento periódico, o fórum é um processo permanente, de intercâmbio de experiências e definição de pontos de convergência, geradores de projectos conjuntos de mudança da sociedade.
Um Outro Mundo é Possível
A experiência do fórum social tem de ser a prova de que a cultura alternativa não é uma miragem, mas sim componente essencial de qualquer sociedade civil saudável. Trabalhando em conjunto e com o reforço das redes sociais de interajuda, podemos pôr em causa o mundo em que vivemos, implementar formas de solidariedade activa (a nível local e internacional) e denunciar práticas que levam sistematicamente a situações de miséria, injustiça e exclusão.
Um Fórum dos Activistas
É a diversidade dentro do fórum que fomenta o debate e gera novas ideias para combater velhos problemas. A força do fórum está nos seus activistas e na sua capacidade de crescer e gerar mudança, sem dirigentes “esclarecidos”, sem procedimentos pré-definidos, sem hierarquias... só assim é possível complementar um sistema partidário dominante que exclui da actividade politica quem nele não se revê



* o texto foi retirado da página da Attac e a imagem da página cores do globo (organização de comércio justo)

+ 1 blogue para a lista

Ali ao lado andou a arrumar-se e a limpar-se um pouco a lista de blogues. Muitos faltarão dentre os que lemos e gostamos. A nova entrada é do novo blogue de velhos blogueiros: Passado/Presente. ( Past and Present não foi uma revista dirigida pelo Hobsbaum?) O objectivo de Passado/Presente é produzir e manter um espaço de divulgação e de crítica centrado na compreensão da história do mundo actual, mas aberto a diferentes saberes e acessível a um público diversificado de investigadores e de interessados. Nele se procurará divulgar e cruzar informações, críticas, documentos, opiniões, comentários ou apontamentos relacionados com os diversos processos e tendências da observação contemporânea do passado recente, principalmente aquele que se desenvolve, em dimensão planetária, desde os finais da 2a. Guerra Mundial até à actualidade. Passado/Presente manter-se-á igualmente atento à integração dinâmica, na experiência actual, das leituras contemporâneas do passado.

09 outubro 2006

Eduardo Salavisa



Graças à Pública cheguei a este site. Os diários em desenho de um viajante e de outros que ele gosta. Também há um blogue. Nas minhas viagens, principalmente as imaginárias, também há diários mas de bilhetes, fotos, mapas, notas, contas de café.

05 outubro 2006

60 Anos de resoluções sobre o Médio Oriente III

1980 O estatuto de Jerusalém Resolução 478

Rm Agosto de 1980, o CS [conselho de Segurança] pede a Israel que anule a sua "lei básica", onde estabelece Jerusalém como capital una e indivisível". A resolução 478 considera tal lei "nula" e censura, "nos mais fortes termos", a recusa israelita em cumprir anteriores resoluções ao alterar o estatuto da cidade que os palestinianos também reinvindicam como capital.
1981 Anexação dos Golã Resolução 497
aprovada a 17 de Dezembro de 1981 (...) exorta Israel a abdicar da anexação dos Golã, estabelecendo que esta é "nula, inválida e sem efeito legal internacional". Ao longo dos anos 1990, com Yitzhak Rabim e depois Ehud Barak no poder em Israel e Bill Clinton na Casa Branca, foi esboçado um plano de compromisso. As negociações falharam quando o anterior Presidente sírio Hafez al-Assad recusou ceder o controlo do Lago de Tiberíades, hoje um dos principais reservatórios de água de Israel. Em 2003, Ariel Sharon anunciou a expansão dos colonatos e moshavim (comunas agrícolas) nos Golã.
2004 Síria e Hezbollah Resolução 1559
(...) pede ao Líbano que estenda a sua soberania a todo o território nacional, de onde devem retirar "todas as forças estrangeiras", numa alusão aos soldados sírios. Exorta ainda ao "desarmamento" de todos as milícias libaneses e não libanesas". Como condição para pôr em prática esta resolução, Beirute impôs a evacuação das Shebaa Farms e de Kfar-Shouba por Israel e o regresso de libaneses detidos em cadeias israelitas. O Hezbollah, a única milícia que restou após o fim da guerra civil em 1990, nunca foi desarmado. Em 2005, a Síria foi forçada a retirar os últimos 14 mil de uma força inicial de 40 mil soldados do país vizinho, cuja soberania nunca reconheceu, depois de enormes protestos populares motivados pelo assassínio do antigo primeiro-ministro libanês Rafiq Hairiri, a 14 de Fevereiro. O suspeito principal do crime é o o regime de Damasco.
Sofia Lorena, Público, 13 de Agosto de 2006

5 de Outubro

Quem sabe o que é, faça favor de passar ao post seguinte, e desculpem a repetição.

Ora, o que é que eu posso dizer sobre o 5 de Outubro? É o dia da proclamação da República, que foi em 1910. Não foi um dia inventado para passear e fazer ponte logo a seguir às férias.

Eu sei que parece absurdo ainda dar esta notícia como se fosse novidade, mas experimente-se perguntar na rua ao acaso o que é o 5 de Outubro...

Pequenas maravilhas do mundo

Ontem à noite, ao ler a Alice Vieira, lembrei-me de que este ano vou poder ir à Feira do Livro!

03 outubro 2006

Vale tudo, especialmente tirar olhos

Lembram-se das legislativas de 2002? Já não... pois, mas agora é que elas nos caem em cima!

Muito sinceramente, é-me indiferente o que um e outro dizem. Não podemos ter certezas sobre se sabia ou não, penso que as ciências ainda não evoluíram ao ponto de se poder fazer análises ao cérebro com esses fins. Uma coisa é certa: ele era PM! E se não sabia, é porque olhou para o lado! Tinha o dever de saber, e se cá para o mexilhão, o desconhecimento não anula o delito, lá para os dinossauros também não!

Agora manda um porta-voz dizer umas patacoadas: que não se pode confundir o Barroso com o Durão, que as funções são diferentes, que quem tem que responder são as autoridades portuguesas e não a Comissão... em suma, Jeckyl não se responsabiliza de dia pelo que Hyde possa ter feito de noite.

Resumidinho, o legislador encarregou-se de acabar completamente com a Democracia e a Liberdade. Quem está no poder pode mandar ou ser cúmplice de torturas, corrupções, mortes, tudo o que queira, porque a responsabilidade é institucional e nunca pessoal. Quando as coisas vêm a público, o poder já foi passado a outro, que não sabe bem o que se passa, e como são factos ilícitos não tem certamente dossiers com informação. E não deve ser responsabilizado por uma coisa que não fez, obviamente!

O responsável mudou de posto, alega incompatibilidades legais/ institucionais, mudou o apelido, e continua no novo poleiro a fazer o mesmo de sempre: tudo lhe é permitido!

Caso a UE decida levar os inquéritos às últimas consequências, vai certamente haver multas pesadas e sanções contra o Estado português. Só que o Estado não é uma pessoa, não trabalha nem tem ordenado, e por isso não tem vontades, actos, nem responsabilidades. O Estado é uma instituição que representa 10 milhões de pessoas que vão ser responsabilizadas e lesadas através dos seus impostos por uma coisa que não sabiam e não fizeram.

Mas eu espero que isso aconteça. E que com a vergonha e o dedo apontado dos outros europeus, e sobretudo, à boa portuguesa (no pior que os portugueses têm), com o dinheirinho a sair-lhes dos bolsos, os portugueses aprendam finalmente a importância de votar e de saber em quem! Pelo esclarecimento, pelo conhecimento, e não pela campanha com mais aventais oferecidos e mais pimba nos comícios!