15 fevereiro 2026

Joana Lopes, uma vénia

Escreveu alguém sobre a sua morte que não parecia estar destinada a esse evento, pela juventude do seu olhar e presença. Escolhendo quase sempre textos de outros para intervir publicamente, a constância,  coerência e esse olhar muito atento sobre o mundo são exemplares. 

Recordo como lamentou em 2022 o ato do então diretor da Faculdade de Letras de Lisboa (onde deu aulas) em ter chamado a policia para retirar e deter estudantes que se manifestavam no átrio pacificamente pelo clima, comparando o gesto do diretor aos tempos do fascismo (contra o qual lutou). Fê-lo tendo sido o pai do referido diretor, Pedro Támen, um dos grandes amigos da sua vida de quem todos os anos lembrava o aniversário. Uma grade baixa nas nossas redes.



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